Inhamitanga: População pede mais água ao PR



Escrito por Delcio Jaze
Quinta, 12 Maio 2011 06:40

Inhamitanga: População pede mais água ao PR
INSUFICIÊNCIA de água, necessidade de mais apeadeiros para a paragem de comboios, instalação de instituições bancárias e degradação da estrada Inhamitanga/Dondo foram as principais preocupações apresentadas ontem ao Presidente da República, Armando Guebuza, pela população do posto administrativo de Inhamitanga, no distrito de Cheringoma, em Sofala.
O facto aconteceu num comício orientado pelo Chefe do Estado, pouco depois de escalar aquele posto administrativo, terceira etapa da sua presidência aberta e inclusiva a esta região do país. Tanto na mensagem que apresentaram no início do comício, como nas suas intervenções quando convidados a usarem da palavra, no referido comício, os residentes de Inhamitanga sublinharam a questão da insuficiência de fontes de água potável como um grande constrangimento.
Aliás, o próprio informe apresentado pelo chefe do posto de Inhamitanga, Abílio Jorge, indica que a região conta com 10 fontes de água operacionais que beneficiam três mil pessoas, o que equivale a uma taxa de cobertura deficitária de 44 porcento. Assim, para uma cobertura aceitável o posto precisaria, no mínimo, de mais 13 fontes.
A insuficiência de água em Inhamitanga deve-se em larga medida às características geofísicas da zona, dado que o lençol freático se encontra a mais de 50 metros de profundidade, sendo por isso necessário usar sistemas eléctricos que possam alcançar profundidades superiores àquela.
No que se refere aos apeadeiros, a população de Inhamitanga, depois de se congratular com o reinício da circulação do comboio, pediu ao Presidente da República que fossem construídas mais estações porque muitas vezes percorre longas distâncias para poder apanhar uma locomotiva.
Convidado pelo nosso jornal a comentar este pedido, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, que integra a comitiva presidencial, disse que o problema real é a falta de transporte rodoviário entre comunidades e não a linha férrea, porque esta não pode parar de 10 em 10 quilómetros, muitas vezes para carregar cinco pessoas, por exemplo.
“Quanto tempo vai levar esse comboio para chegar a Marromeu e voltar? Ficará um comboio bastante ineficiente”, elucidou Zucula.
No que se refere às instituições bancárias, a população de Inhamitanga diz que como consequência da introdução dos “sete milhões” já há muito dinheiro em circulação, mas a alternativa tem sido a vila de Caia que dista a 65 quilómetros.
Quanto à estrada Inhamitanga/Dondo, a população pediu que fosse reabilitada. Actualmente as pessoas percorrem pouco mais de 500 quilómetros para chegarem ao Dondo pela estrada centro-nordeste quando podiam chegar ao mesmo ponto fazendo pouco mais de 200 quilómetros, o que não sucede devido à degradação daquela estrada.
Outras preocupações apresentadas pela população de Inhamitanga ao Presidente da República dizem respeito ao escoamento da produção agrícola, ao desemprego e à necessidade de os moçambicanos não enveredarem pelas manifestações que podem gerar violência, o que mereceu uma palavra de apreço do Chefe do Estado que sublinhou que a violência só irá contribuir para atrasar o desenvolvimento do país.
Entretanto, a presidência aberta e inclusiva do Chefe do Estado à província de Sofala termina hoje, sendo o distrito de Marromeu a sua última etapa.
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