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Hospital Geral de Mavalane: Saúde dialoga com a comunidade

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Hospital Geral de Mavalane: Saúde dialoga com a comunidade

Escassez de pessoal médico, ambulâncias e demora no atendimento figuram entre as queixas apresentadas ontem num encontro entre os funcionários do Hospital Geral de Mavalane e os membros dos comités de Saúde que trabalham naquela unidade sanitária, respectivos centros e postos.
Na reunião, inserida no Dia Mensal da Saúde, instituído pelo Hospital Geral de Mavalane (HGM), mas que doravante passa a ser uma prática no país, os membros dos comités criticaram ainda os fracos serviços de urgência nas unidades sanitárias sob influência daquele estabelecimento.

O HGM responde pelos centros de Saúde de Mavalane, Albasine, 1º de Junho, 1º de Maio (onde se realizou o encontro de ontem), Polana-Caniço, Polana-Cimento e Inhaca, no Distrito Municipal Ka Nyaka, para além dos postos de Chihango, Romão e Hulene, possuindo serviços de urgências na unidade-mãe. Nas restantes só as maternidades é que funcionam 24 horas.

Entretanto, os mesmos comités também manifestaram-se agastados por algumas práticas de pacientes que se traduzem na falta de higiene e de respeito. Os comités são órgãos compostos por representantes das comunidades, técnicos da Saúde, tendo como função o acompanhamento dos Serviços de Saúde, na perspectiva de contribuir para a sua melhoria.

Beatriz Nhancule, do Centro de Saúde 1º de Junho, por exemplo, deplorou o facto de algumas parturientes depositarem pensos nas pias, provocando o seu entupimento, atitude também condenada por representantes dos comités de Hulene e do 1º de Maio.

Em reacção, técnicos de Mavalane, com destaque para Anchieta Munjovo, responsável pela Maternidade, disse que ainda há mulheres que abandonam bebés recém-nascidos e doentes que fogem das enfermarias, atravessam a movimentada Avenida das FPLM para comprar crédito de telefones celulares ou sumos, expondo-se ao risco de atropelamento.

A enfermeira criticou ainda a desobediência do horário de visitas por parte de familiares, afirmando que “às vezes tenho que interromper a assistência a um parto à zero hora e ir atender um homem bêbado que procura pela esposa quando a hora da visita é entre as 16.30 e as 18.00 horas”.

De acordo com o director do HG de Mavalane, Ussene Isse, os dias mensais de Saúde visam basicamente auscultar as preocupações das comunidades e colher subsídios para melhorar o funcionamento do sector.

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