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Falta de medicamentos: Governo trabalha para repor “stock”

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A RUPTURA de stocks de medicamentos que actualmente se regista nos hospitais públicos do país deve-se a factores anómalos, com destaque para cortes de financiamento externo e desconcertos na importação, que ditaram até a chegada de alguns fármacos já fora do prazo e má gestão por parte dos funcionários da Saúde. O Primeiro-Ministro, Aires Ali, falando quarta-feira última no programa “Grande Entrevista”, da Televisão de Moçambique, disse que há esforços com vista a ultrapassar a carência de medicamentos nos hospitais públicos, mas não revelou a data em que tais movimentações surtirão efeito.

“Estamos conscientes de que precisamos de resolver rapidamente o problema. O novo ministro da Saúde e seus colaboradores estão à busca das melhores soluções. Recentemente trabalharam com os parceiros de cooperação e foram ultrapassados pequenos problemas que ainda existiam. Vamos continuar a trabalhar com as associações dos médicos e dos enfermeiros, que têm estado a colaborar muito bem”, disse.

Questionado sobre o que terá concorrido para se chegar ao ponto de faltar medicamentos básicos nas unidades sanitárias, Aires Ali respondeu que além das dificuldades financeiras ditadas pelos cortes e atrasos no desembolso de financiamento houve também problemas de gestão.

Nesse sentido, o governante apontou a necessidade de se continuar a melhorar o funcionamento das unidades sanitárias e de todos os serviços de apoio do sector da Saúde.

“A nova Direcção da Saúde está já a trabalhar neste aspecto, principalmente no sentido de se melhorar o relacionamento dos trabalhadores entre si e estes para com os utentes do serviço público”, disse.

Tendo em conta que a falta de drogas nos hospitais se deveu, em parte, à má gestão, o Primeiro-Ministro garantiu que há funcionários que terão que ser responsabilizados. 

“Todo o funcionário público é responsável pelos seus actos e mesmo neste caso a direcção do Ministério da Saúde já está a trabalhar nisso. Creio que em momento oportuno e se houver um caso de incúria e de irresponsabilidade as pessoas serão chamadas a responder”, disse.

Quanto às queixas de mau atendimento, o responsável governamental mostrou-se a par e realçou que a política do Executivo é colocar a satisfação das necessidades do povo em primeiro plano, pelo que toda a reforma em curso visa melhorar o serviço prestado.

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