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Castanha de caju: Informal baralha estatísticas no caju

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A PRODUÇÃO da castanha de caju em Moçambique pode estar acima da média anual de 200 mil toneladas, ultrapassando de longe os indicadores estatísticos que têm sido divulgados sobre este subsector, que apontam uma cifra anual de 90 mil toneladas. O que acontece é que, devido à deficiência da rede comercial nas zonas rurais, o produto acaba sendo maioritariamente colocado fora do circuito formal, dificultando assim a sua contabilização.

No entanto, um estudo recentemente elaborado por um consultor independente confirma que a produção anual do subsector do Caju no país já está acima de 200 mil toneladas. Estes dados coincidem com os indicadores avançados pelo Trabalho de Inquérito Agrícola (TIA), elaborado pelo Ministério da Agricultura, em coordenação com o Instituto Nacional de Estatística (INE), que também concluiu que a produção nacional da castanha de caju está acima de duzentas mil toneladas.

Tanto o consultor como o TIA apontam a proliferação da castanha no circuito informal como estando a afectar as estatísticas avançadas pelo INCAJU, que se baseiam apenas no produto apurado nos corredores da comercialização ou exportação, deixando-se de fora aquele que é comercializado nas cidades, estradas nacionais ou que seja usado para o auto-consumo.

Embora ressalve que os dados são ainda provisórios, precisando de ser aferidos por outras entidades, o INCAJU diz que o assunto vai merecer um debate público no quadro de um “workshop” a ter lugar segunda-feira na capital do país.

O encontro, co-organizado com a Embaixada do Vietname em Moçambique, vai se debruçar, para além do impacto do mercado informal da castanha nas famílias produtoras e na economia nacional, sobre o estágio actual do subsector do Caju.

Com os dois temas será possível saber a receita gerada pelos produtores pela venda da castanha, de sumos, aguardentes e derivados e a consequente melhoria das suas condições de vida, nomeadamente habitações melhoradas, acesso a cuidados hospitalares, melhoria da dieta alimentar, acesso à educação, entre outros.

Será, igualmente, divulgada a natureza, complexidade e contribuição do mercado informal da castanha em Moçambique, famílias envolvidas, volume de negócios, mercados, fontes e formas de financiamento; aspectos positivos e negativos, possíveis formas de intervenção para a regulamentação e apoio a este segmento do mercado.

Nos últimos anos Moçambique intensificou a sua cooperação com o Vietname na área do Caju. Este país é actualmente o segundo maior produtor e exportador mundial da amêndoa de caju.

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