EXPORTAÇÃO DE CITRINOS DA RAS: Produtores querem Maputo como opção



Escrito por Delcio Jaze
Segunda, 25 Abril 2011 06:12

EXPORTAÇÃO DE CITRINOS DA RAS: Produtores querem Maputo como opção
AS exportações de citrinos produzidos nas regiões de Mphumalanga e Limpopo, na África do Sul, podem ser feitas através do porto de Maputo a custos significativamente mais baixos, comparativamente aos praticados noutros portos da região. Segundo dados divulgados pela Maputo Corridor Logistics Initiative (MCLI), a opção por Maputo pode reduzir os preços na ordem dos três a cinco randes por cada caixa exportada.
Esta garantia foi recentemente dada pelo coordenador da Associação Sul-Africana dos Produtores de Citrinos, Mitchel Brooke, durante um encontro realizado na cidade sul-africana de Nelspruit, com o objectivo de promover a inclusão do Corredor de Maputo como rota preferencial para as operações de fruta da região para os mais variados mercados do mundo.
No encontro, segundo dados divulgados pelo Maputo Corridor Logistics Initiative (MCLI), tomaram parte representantes da indústria de citrinos, agências marítimas, armadores, despachantes aduaneiros, provedores de serviços e operadores de terminais de carga.
A ideia era fornecer aos parceiros informações que facilitem a compreensão dos benefícios estratégicos da utilização do porto de Maputo na exportação de citrinos, bem como fornecer informações detalhadas sobre a disponibilidade de serviços em termos de manuseamento.
Particular realce foi dado à componente benefícios relativamente aos custos de utilização do Corredor de Maputo pelos produtores das regiões de Mphumalanga e Limpopo, ambas situadas próximo do Porto de Maputo.
De acordo com Mitchel Brooke, o porto de Maputo tem uma capacidade de manuseamento estimada de 500 mil toneladas de citrinos.
Em termos de procedimentos aduaneiros, Eddie Ferreira, do grupo Delta Metreta, explicou que os mesmos podem ser concluídos na fronteira em cerca de 20 minutos, no posto aduaneiro instalado no chamado Km7, em Kommatiport, do lado sul-africano da fronteira, onde, à semelhança do que sucede no Km4, em território moçambicano, trabalham equipas conjuntas moçambicanas e sul-africanas, no espírito da fronteira de paragem única.
Em média, segundo a fonte, são atendidos diariamente 200 camiões naquele terminal.
Por outro lado, a nova estrada recentemente construída para escoar o tráfego comercial na fronteira de Ressano Garcia acrescenta valor ao movimento fronteiriço, sobretudo agora que a filosofia da fronteira de paragem única começa a ser realidade em Ressano Garcia.
As facilidades estendem-se aos procedimentos de migração, uma vez que todas elas podem agora ser concluídas em menos tempo relativamente ao que acontecia até um passado recente, do que resultavam longos períodos de espera na fronteira e consequente concentração de camiões.
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