Guebuza visita antigas bases da Renamo



Escrito por O pais
Terça, 19 Abril 2011 06:41

O Presidente da República, Armando Guebuza, visitou ontem a localidade de Matsequenha, distrito de Namaacha, província de Maputo, zona onde estava instalada uma das maiores bases da Renamo durante os 16 anos da guerra civil em Moçambique.
A informação da localização de uma base em Matsequenha foi anunciada por Atália Carlos, uma residente escolhida pelas autoridades da localidade para apresentar a mensagem da população. Nessa mensagem, Atália Carlos disse ao Chefe de Estado que, durante a guerra civil, grande parte da população de Matsequenha refugiara-se na África do Sul e Suazilândia, quando os combates tendiam a intensificar naquele ponto do país. Agora, só restam 1 358 habitantes.
Ontem, Armando Guebuza, foi transmitir outros valores à população: os valores da paz, unidade, reconciliação e, acima de tudo, de desenvolvimento económico.
Por isso, Armando Guebuza, falando a uma população que se dedica essencialmente à agricultura, pecuária e produção de carvão vegetal, instou-a a mais trabalho. “Não tenham medo de ser ricos”, disse apontando as riquezas da terra que permitem a produção de alimentos e a criação de gado bovino.
O que se pediu a Guebuza População de Matsequenha está, na essência, preocupada com a onda de roubo de gado bovino que se regista naquela localidade. Parte desse gado vem do Fundo de Fomento Pecuário que o Governo aloca aos distritos, mas que em Namaacha os resultados esperados na pecuária estão a ser comprometidos. Matsequenha é a localidade com mais gado em todo o distrito de Namaacha. Alguns populares associaram o roubo de gado à falta de emprego. Maria José, uma residente da localidade que subiu ao pódio para reclamar a situação, disse que os estudantes que concluem a 12ª classe ficam sem emprego. Assim, o seu “emprego” acaba sendo o roubo de gado e beber “tentação”, bebida seca com maior concentração de álcool.
“Temos um outro ponto por causa dos alunos. Uma criança termina a 12ª classe e daí começa a beber tentação, porque não tem onde trabalhar. Vai beber tentação, porque não tem nada para fazer”, disse Maria José.
Mas a população avança com a solução. “É preciso que o Presidente da República aloque mais agentes da polícia em Matsequenha”.
O Ministério do Interior, representado no comício popular pelo seu vice-ministro do Interior, José Mandra, tomou a nota. Assim, a mensagem de que é preciso mais agentes de polícia entrou na agenda do Ministério do Interior e a este cabe dar a devida solução.
Outras preocupações relacionam-se com a falta de transportes semi-colectivos de passageiros, estradas e alfabetização. Matsequenha não tem uma electrificação suficiente. Portanto, não há escolas de alfabetização do curso nocturno.
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Guebuza visita antigas bases da Renamo
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Presidência Aberta
O Presidente da República, Armando Guebuza, visitou ontem a localidade de Matsequenha, distrito de Namaacha, província de Maputo, zona onde estava instalada uma das maiores bases da Renamo durante os 16 anos da guerra civil em Moçambique.
A informação da localização de uma base em Matsequenha foi anunciada por Atália Carlos, uma residente escolhida pelas autoridades da localidade para apresentar a mensagem da população. Nessa mensagem, Atália Carlos disse ao Chefe de Estado que, durante a guerra civil, grande parte da população de Matsequenha refugiara-se na África do Sul e Suazilândia, quando os combates tendiam a intensificar naquele ponto do país. Agora, só restam 1 358 habitantes.
Ontem, Armando Guebuza, foi transmitir outros valores à população: os valores da paz, unidade, reconciliação e, acima de tudo, de desenvolvimento económico.
Por isso, Armando Guebuza, falando a uma população que se dedica essencialmente à agricultura, pecuária e produção de carvão vegetal, instou-a a mais trabalho. “Não tenham medo de ser ricos”, disse apontando as riquezas da terra que permitem a produção de alimentos e a criação de gado bovino.
O que se pediu a Guebuza População de Matsequenha está, na essência, preocupada com a onda de roubo de gado bovino que se regista naquela localidade. Parte desse gado vem do Fundo de Fomento Pecuário que o Governo aloca aos distritos, mas que em Namaacha os resultados esperados na pecuária estão a ser comprometidos. Matsequenha é a localidade com mais gado em todo o distrito de Namaacha. Alguns populares associaram o roubo de gado à falta de emprego. Maria José, uma residente da localidade que subiu ao pódio para reclamar a situação, disse que os estudantes que concluem a 12ª classe ficam sem emprego. Assim, o seu “emprego” acaba sendo o roubo de gado e beber “tentação”, bebida seca com maior concentração de álcool.
“Temos um outro ponto por causa dos alunos. Uma criança termina a 12ª classe e daí começa a beber tentação, porque não tem onde trabalhar. Vai beber tentação, porque não tem nada para fazer”, disse Maria José.
Mas a população avança com a solução. “É preciso que o Presidente da República aloque mais agentes da polícia em Matsequenha”.
O Ministério do Interior, representado no comício popular pelo seu vice-ministro do Interior, José Mandra, tomou a nota. Assim, a mensagem de que é preciso mais agentes de polícia entrou na agenda do Ministério do Interior e a este cabe dar a devida solução.
Outras preocupações relacionam-se com a falta de transportes semi-colectivos de passageiros, estradas e alfabetização. Matsequenha não tem uma electrificação suficiente. Portanto, não há escolas de alfabetização do curso nocturno.
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