Chefe do Estado no posto administrativo de Nguzene



Escrito por jornal noticias
Terça, 12 Abril 2011 06:43

Produção agrícola: PR insatisfeito com Regadio do Chókwè
O DESEMPENHO do Regadio Eduardo Mondlane, no Chókwè, ainda não é satisfatório, porque compromete as aspirações do Governo no que se refere à produção de comida. O facto foi referido ontem pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, numa conferência de Imprensa que marcou o término da presidência aberta e inclusiva à província de Gaza.
Segundo Guebuza, o Regadio do Chókwè ainda não está a ser explorado como deve ser, sendo necessário, por isso, um esforço redobrado no sentido de melhor aproveitamento das potencialidades ali existentes.
O facto é que houve atrasos no desembolso de fundos para a reabilitação do Regadio Eduardo Mondlane, o que está a comprometer as operações de campo. As obras de reabilitação das valas secundárias e terciárias, com base num financiamento de 9,2 milhões de dólares do Banco Islâmico de Desenvolvimento, deviam ter arrancado no ano passado, facto que não se materializou.
A reabilitação é que vai permitir repor o funcionamento normal do processo de rega ora obstruído em algumas sessões. A mesma deve contemplar um total de sete mil hectares, onde estão baseados 5275 agricultores.
Estas obras dão seguimento ao programa de reabilitação traçado pelo Governo, que já contemplou a Barragem de Massingir e o Açude de Macarretane, já concluídos. A mesma contempla toda a infra-estrutura secundária e terciária de rega, de drenagem e viária, bem como duas valas de drenagem principais em toda a área do sector hidráulico do rio.
O regadio, que não foi objecto de visita pelo Chefe do Estado na presente presidência aberta, é composto por cerca de 34 mil hectares, dos quais apenas 22.734 são aproveitáveis. Destes, sete mil já foram reabilitados, nomeadamente 2780 situados a montante e 4220 a sul.
O Presidente da República entende que é necessário assumir-se que o regadio é uma infra-estrutura que deve servir os propósitos da produção de comida, respondendo ao desafio da economia.
Outra questão referida pelo Chefe do Estado como sendo imperiosa tem a ver com a vedação do Parque do Limpopo, para minimizar o conflito Homem-fauna bravia, bem como a necessidade de reassentamento das cerca de 1100 famílias que vivem no interior da área de conservação.
Nesta presidência aberta que levou o Chefe do Estado a Bilene, Massingir, Mabalane e Manjacaze ficou evidente que o desafio “um líder, uma floresta” ainda não foi entendido. A maioria das florestas implantadas não responde às necessidades das comunidades no que se refere à produção de material lenhoso.
“Entendemos que este é um desafio e sentimos da parte do Governo Provincial a vontade de vencer estas dificuldades”, disse.
No cômputo geral, o Chefe do Estado constatou que há progressos económicos e sociais visíveis nas zonas rurais do país que se traduzem no crescimento da produção e aumento da renda da maioria das famílias, apesar de ainda não ser altura para cantar vitória, mas sim do redobrar de esforços.
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