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Guebuza explica as causas do custo de vida à população de Ka Mavota

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Presidência aberta na cidade de Maputo
Chefe do Estado apela ao não uso de violência pela alta de preço dos produtos de primeira necessidade. “É preciso entender as suas causas”, disse.  Populares denunciam conflito de terra. Jatropha para a produção de biocombustíveis e mandioca em substituição ou alternativa para o trigo são as duas soluções locais ontem apontadas pelo presidente da República, Armando Guebuza, para ultrapassar o custo de vida decorrente da constante oscilação dos preços dos produtos.

Guebuza falava à população do distrito municipal Ka Mavota, cidade de Maputo, para onde se dirigiu e manteve conversações num comício popular, no seu terceiro dia de presidência aberta à capital do país.

Num discurso contundente e cingindo-se no custo de vida, o Chefe do Estado moçambicano disse que as populações não devem recorrer à violência como forma de reagir à alta dos preços dos produtos. devem, sim, compreender o que dita a subida dos preços.

Na essência, são duas as razões que, segundo Guebuza, movem os preços: o aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional como consequência da escassez deste minério nos países onde é refinado, sobretudo asiáticos, causado, por sua vez, pelos conflitos armados nesses países. Essas guerras interrompem a actividade da produção, criando, assim, pouca oferta e, por consequência, aumento do preço da sua aquisição.

Outra razão apontada é a escassez do trigo na Rússia, maior fornecedor deste cereal no país.

Na verdade, esta é a primeira aparição pública de Armando Guebuza na qual explica as causas do custo de vida à população. Depois das manifestações de 1 e 2 de Setembro do ano passado, muitos analistas, incluindo deputados da Assembleia da República, mesmo da Frelimo, falaram da falta de diálogo Governo-população como facto que culminou com a “euforia” popular.

Assim, ontem, Guebuza apelou à paciência por parte da população e para que esta tenha sempre presente que a destruição e a vandalização de infra-estruturas, como resultado do custo de vida, não resolve o problema, mas agudiza-o.

Conflito de terra

Ainda ontem, o Chefe do Estado foi abordado, na usual sessão de apresentação de preocupações que o presidente da República concede aos residentes e anfitriões das presidência abertas, sobre as inquietações dos populares. Uma idosa acusou o secretário de um dos 11 bairros de Ka Mavota, que o identificou por Paulo, de ciclicamente “arrancar” seus terrenos que, por herança da antiguidade no local, possui. O caso, segundo disse a idosa, já está na alçada da administradora do distrito, Estrelinda Ndove, mas sem solução, razão porque teve de recorrer ao presidente. Assim, Guebuza instou as autoridades locais e a sua delegação - composta por alguns ministros e assessores -  a darem soluções à medida da delicadeza dos litígios do conflito de terra onde quer que surjam.

Outras reclamações são relativas aos problemas de saneamento, tidos como calcanhar de aquiles num distrito com mais de 30 Km2, 293 778 habitantes, 949 quarteirões, mas com poucas valas de drenagem, lixeiras e sistema de esgotos.

Na senda destas reclamações, alguns populares chegaram a pedir ao encerramento da lixeira de Hulene, alegando que a mesma constitui um atentado à saúde das populações circunvizinhas, que têm que exalar mau cheiro todos os dias.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
Guebuza explica as causas do custo de vida à população de Ka Mavota
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Presidência aberta na cidade de Maputo

Chefe do Estado apela ao não uso de violência pela alta de preço dos produtos de primeira necessidade. “É preciso entender as suas causas”, disse.  Populares denunciam conflito de terra.

Jatropha para a produção de biocombustíveis e mandioca em substituição ou alternativa para o trigo são as duas soluções locais ontem apontadas pelo presidente da República, Armando Guebuza, para ultrapassar o custo de vida decorrente da constante oscilação dos preços dos produtos.

Guebuza falava à população do distrito municipal Ka Mavota, cidade de Maputo, para onde se dirigiu e manteve conversações num comício popular, no seu terceiro dia de presidência aberta à capital do país.

Num discurso contundente e cingindo-se no custo de vida, o Chefe do Estado moçambicano disse que as populações não devem recorrer à violência como forma de reagir à alta dos preços dos produtos. devem, sim, compreender o que dita a subida dos preços.

Na essência, são duas as razões que, segundo Guebuza, movem os preços: o aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional como consequência da escassez deste minério nos países onde é refinado, sobretudo asiáticos, causado, por sua vez, pelos conflitos armados nesses países. Essas guerras interrompem a actividade da produção, criando, assim, pouca oferta e, por consequência, aumento do preço da sua aquisição.

Outra razão apontada é a escassez do trigo na Rússia, maior fornecedor deste cereal no país.

Na verdade, esta é a primeira aparição pública de Armando Guebuza na qual explica as causas do custo de vida à população. Depois das manifestações de 1 e 2 de Setembro do ano passado, muitos analistas, incluindo deputados da Assembleia da República, mesmo da Frelimo, falaram da falta de diálogo Governo-população como facto que culminou com a “euforia” popular.

Assim, ontem, Guebuza apelou à paciência por parte da população e para que esta tenha sempre presente que a destruição e a vandalização de infra-estruturas, como resultado do custo de vida, não resolve o problema, mas agudiza-o.

Conflito de terra

Ainda ontem, o Chefe do Estado foi abordado, na usual sessão de apresentação de preocupações que o presidente da República concede aos residentes e anfitriões das presidência abertas, sobre as inquietações dos populares. Uma idosa acusou o secretário de um dos 11 bairros de Ka Mavota, que o identificou por Paulo, de ciclicamente “arrancar” seus terrenos que, por herança da antiguidade no local, possui. O caso, segundo disse a idosa, já está na alçada da administradora do distrito, Estrelinda Ndove, mas sem solução, razão porque teve de recorrer ao presidente. Assim, Guebuza instou as autoridades locais e a sua delegação - composta por alguns ministros e assessores -  a darem soluções à medida da delicadeza dos litígios do conflito de terra onde quer que surjam.

Outras reclamações são relativas aos problemas de saneamento, tidos como calcanhar de aquiles num distrito com mais de 30 Km2, 293 778 habitantes, 949 quarteirões, mas com poucas valas de drenagem, lixeiras e sistema de esgotos.

Na senda destas reclamações, alguns populares chegaram a pedir ao encerramento da lixeira de Hulene, alegando que a mesma constitui um atentado à saúde das populações circunvizinhas, que têm que exalar mau cheiro todos os dias.

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