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PR e primeira-dama soltam pombas de paz no dia dedicado à solidariedade

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Cerca de 15 mil pessoas juntaram-se à iniciativa da Soico e do Instituto Criança Nosso Futuro
Estava tudo preparado para ser uma grande marcha. Ao longo da semana passada, personalidades desfilaram pelas televisões, prometendo – “eu também estarei lá” – juntar-se à campanha “Moçambique pela Paz e Solidariedade no Mundo”. Elas não defraudaram. O saxofonista Moreira Chonguiça juntou-se ao grupo de jovens que fazia ginástica aeróbica para mostrar que “a paz tem de começar dentro de nós”. Nessa altura, Marcelino dos Santos, que às 6h00 já estava no local, repetia para as câmaras da Stv o conceito de paz que a Frente de Libertação de Moçambique iniciou nos anos 1960, enquanto a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, se posicionava para a marcha que estava marcada para 08h00.

Havia um ambiente de festa na avenida Robert Mugabe, que era o ponto de partida da marcha.  Gente de diferentes idades juntou-se num acto de solidariedade. Como disse uma das participantes, repetindo uma velha frase, para justificar a sua ida àquela marcha: “é para não me perguntarem o que fizeste hoje que te possas orgulhar amanhã”. Ela foi à marcha para não se arrepender por não ter demonstrado a sua solidariedade e juntar a sua voz no “grito pela paz”.  Era essa a mensagem que os participantes repetiam. Paz!

Mas a história podia começar pelo enquadramento. Voltaríamos aos desastres naturais e, como diria o Presidente da República, Armando Guebuza, os desastres provocados pelos homens. As imagens que nos chegavam pelas televisões mostravam um Brasil que vergava ao peso das águas, com gente a perder quase tudo, até sonhos. O mesmo aconteceu recentemente com o Japão, onde toda a inteligência humana se demonstrou impotente perante o terramoto e tsunami que varreram quase tudo. Eram dilacerantes imagens de gente que perdeu esperança, com os pálidos rostos denotando toda a tristeza possível. Mas já antes, o Haiti tinha sido destruído também por um abalo sísmico. Também há gente que perde o sentido da vida devido às guerras.

Foi esta a imagem de um mundo a destruir-se. De seres humanos a perderem a esperança, a mesma que levou o grupo Soico e Criança Nosso Futuro, do Gabinete da Primeira-dama, em parceria com Bang a organizarem a campanha “Moçambique pela Paz e Solidariedade no Mundo”.

Quando o mar de gente, cerca de 15 mil pessoas, foi desaguar na Praça da Independência, as crianças lá presentes já estavam a pintar quadros, incluindo algumas frases de “Paz e Solidariedade...”, que se dirigiam aos países vítimas dessas catástrofes. As mensagens serão expandidas pelo embaixador do Japão - um dos países vítima.

“Querido tio embaixador do Japão, nós crianças moçambicanas queremos agradecer o apoio que a comunidade internacional nos tem oferecido. Nós sabemos que assim como no nosso país, muitas crianças no mundo sofrem por vários motivos, lamentamos o sofrimento dos nossos irmãos de outros países por causa de guerras e calamidades naturais. Através do Japão queremos dizer a todos os nossos irmãos, em todo o mundo, que estamos com eles e que não desistam de ser felizes e de cultivar a paz e solidariedade. Queremos também dizer aos titios mais velhos que nós, crianças de Moçambique, não queremos guerra no nosso país e nem em nenhuma parte do mundo. Queridos tios, aceitem e transmitam a nossa solidariedade”. A este apelo, o embaixador do Japão, Susumu Segawa, respondeu com um agradecimento “à campanha simpática pela paz e solidariedade”. Segawa, que recebeu a mensagem e o quadro das mãos das crianças, lembrou que o tsunami e terramoto que abalaram recentemente o Japão “causaram vítimas humanas, na sua maioria crianças e velhos”. Para o Presidente da República, a campanha “Moçambique pela Paz e Solidariedade no Mundo” marca um “momento de grande emoção”, por mostrar aquilo que “é o tesouro de Moçambique, a riqueza de Moçambique, o futuro de Moçambique”. O Presidente disse ainda que as crianças estão a “preparar-se para o futuro, preocupam-se em comunicar o seu pensamento e as suas ansiedades a outras pessoas. Fazem isso, usando uma arma que é a arte, pintam e através disso falam da Paz, falam do que querem para este belo país se tornar mais belo ainda”. Depois do seu discurso, o Presidente da República e a Primeira-dama receberam, das mãos das crianças, duas pombas brancas para as darem liberdade, simbolizando a paz.

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PR e primeira-dama soltam pombas de paz no dia dedicado à solidariedade
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Cerca de 15 mil pessoas juntaram-se à iniciativa da Soico e do Instituto Criança Nosso Futuro
Estava tudo preparado para ser uma grande marcha. Ao longo da semana passada, personalidades desfilaram pelas televisões, prometendo – “eu também estarei lá” – juntar-se à campanha “Moçambique pela Paz e Solidariedade no Mundo”. Elas não defraudaram. O saxofonista Moreira Chonguiça juntou-se ao grupo de jovens que fazia ginástica aeróbica para mostrar que “a paz tem de começar dentro de nós”.

Nessa altura, Marcelino dos Santos, que às 6h00 já estava no local, repetia para as câmaras da Stv o conceito de paz que a Frente de Libertação de Moçambique iniciou nos anos 1960, enquanto a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, se posicionava para a marcha que estava marcada para 08h00.

Havia um ambiente de festa na avenida Robert Mugabe, que era o ponto de partida da marcha.  Gente de diferentes idades juntou-se num acto de solidariedade. Como disse uma das participantes, repetindo uma velha frase, para justificar a sua ida àquela marcha: “é para não me perguntarem o que fizeste hoje que te possas orgulhar amanhã”. Ela foi à marcha para não se arrepender por não ter demonstrado a sua solidariedade e juntar a sua voz no “grito pela paz”.  Era essa a mensagem que os participantes repetiam. Paz!

Mas a história podia começar pelo enquadramento. Voltaríamos aos desastres naturais e, como diria o Presidente da República, Armando Guebuza, os desastres provocados pelos homens. As imagens que nos chegavam pelas televisões mostravam um Brasil que vergava ao peso das águas, com gente a perder quase tudo, até sonhos. O mesmo aconteceu recentemente com o Japão, onde toda a inteligência humana se demonstrou impotente perante o terramoto e tsunami que varreram quase tudo. Eram dilacerantes imagens de gente que perdeu esperança, com os pálidos rostos denotando toda a tristeza possível. Mas já antes, o Haiti tinha sido destruído também por um abalo sísmico. Também há gente que perde o sentido da vida devido às guerras.

Foi esta a imagem de um mundo a destruir-se. De seres humanos a perderem a esperança, a mesma que levou o grupo Soico e Criança Nosso Futuro, do Gabinete da Primeira-dama, em parceria com Bang a organizarem a campanha “Moçambique pela Paz e Solidariedade no Mundo”.

Quando o mar de gente, cerca de 15 mil pessoas, foi desaguar na Praça da Independência, as crianças lá presentes já estavam a pintar quadros, incluindo algumas frases de “Paz e Solidariedade...”, que se dirigiam aos países vítimas dessas catástrofes. As mensagens serão expandidas pelo embaixador do Japão - um dos países vítima.

“Querido tio embaixador do Japão, nós crianças moçambicanas queremos agradecer o apoio que a comunidade internacional nos tem oferecido. Nós sabemos que assim como no nosso país, muitas crianças no mundo sofrem por vários motivos, lamentamos o sofrimento dos nossos irmãos de outros países por causa de guerras e calamidades naturais. Através do Japão queremos dizer a todos os nossos irmãos, em todo o mundo, que estamos com eles e que não desistam de ser felizes e de cultivar a paz e solidariedade. Queremos também dizer aos titios mais velhos que nós, crianças de Moçambique, não queremos guerra no nosso país e nem em nenhuma parte do mundo. Queridos tios, aceitem e transmitam a nossa solidariedade”. A este apelo, o embaixador do Japão, Susumu Segawa, respondeu com um agradecimento “à campanha simpática pela paz e solidariedade”. Segawa, que recebeu a mensagem e o quadro das mãos das crianças, lembrou que o tsunami e terramoto que abalaram recentemente o Japão “causaram vítimas humanas, na sua maioria crianças e velhos”. Para o Presidente da República, a campanha “Moçambique pela Paz e Solidariedade no Mundo” marca um “momento de grande emoção”, por mostrar aquilo que “é o tesouro de Moçambique, a riqueza de Moçambique, o futuro de Moçambique”. O Presidente disse ainda que as crianças estão a “preparar-se para o futuro, preocupam-se em comunicar o seu pensamento e as suas ansiedades a outras pessoas. Fazem isso, usando uma arma que é a arte, pintam e através disso falam da Paz, falam do que querem para este belo país se tornar mais belo ainda”. Depois do seu discurso, o Presidente da República e a Primeira-dama receberam, das mãos das crianças, duas pombas brancas para as darem liberdade, simbolizando a paz.

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