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Beira: Projectada nova fábrica de cimento

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A COMPANHIA britânica Consolidated General Minerals (CGM) anunciou semana passada a vontade de aprovar um projecto que prevê a construção de uma fábrica de processamento de “clinker” e empacotamento de cimento junto ao Porto da Beira, na província de Sofala. Com um investimento inicial na ordem dos 24 milhões de dólares norte-americanos, o empreendimento terá capacidade para produzir 110 toneladas de cimento por hora, estando já garantida a colocação do produto tanto no mercado interno, como em países do interior, como o Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e na província do Katanga, na República Democrática do Congo.

De acordo com a empresa, o empreendimento será implantado numa área com cerca de 40 mil metros quadrados, já identificada, nas imediações do Porto da Beira, servida por uma boa rede de acessos rodoviários e ferroviários. Futuramente, o terreno em referência deverá ser integrado no património de uma parceria em fase de constituição, tendo-se já iniciado com os trabalhos de engenharia enquanto se aguarda pelo arranque, nas próximas semanas, do estudo do impacto ambiental.

Sobre a parceria, a CGM refere, num comunicado divulgado na sua página electrónica, que se está já em negociações com a firma Calme SpA, produtora italiana de cimento, a quem tenciona confiar a responsabilidade pela construção e operação da fábrica.

A companhia britânica mostra-se confiante na aprovação do projecto por parte do Governo moçambicano e acrescenta que assim que todos os formalismos forem concluídos, a nível governamental, as obras de construção vão arrancar, devendo ser finalizadas num prazo máximo de quinze meses.

Enquanto isso, o grupo sul-africano Pretoria Portland Cement (PPC) pretende investir 200 milhões de dólares numa outra fábrica de cimento a ser construída numa das províncias do sul do país, entretanto não especificada, segundo escreve a agência noticiosa Macauhub.

Segundo a fonte, a referida fábrica terá uma capacidade instalada de 600 mil toneladas de cimento por ano, estando o grupo a levar a cabo estudos ambientais e de viabilidade económica, por forma a que as obras de construção arranquem ainda no presente semestre. Inicialmente previa-se que as obras de construção da referida fábrica iniciassem em Fevereiro último.

O grupo PPC, que construiu a sua primeira fábrica de cimento na África do Sul, em 1892, é o maior fornecedor de cimento na região austral, com oito fábricas a operar na África do Sul, Botswana e Zimbabwe, e em conjunto produzem mais de sete milhões de toneladas de cimento por ano.

Actualmente, Moçambique é servido por apenas quatro fábricas de cimento, sendo uma na Matola, outra em Dondo e as restantes duas em Nacala, na província de Nampula. No entanto, a produção das quatro fábricas não chega para satisfazer a demanda de cimento num país onde a indústria de construção tende a crescer nos últimos tempos, facto que acaba ditando uma grande dependência de importações de cimento de vários países, incluindo asiáticos.

O défice na oferta de cimento é apontado como a principal causa das oscilações no preço de venda daquele produto no mercado nacional, havendo pontos do país onde o saco chega a ser vendido a 500 meticais.

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