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Zona sul: Mais cimento a partir de Maio

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O défice no fornecimento de cimento de construção na zona sul do país vai ser superado a partir de Maio, data da entrada em funcionamento de um novo moinho da Cimentos de Moçambique, na cidade da Matola, duplicando a actual capacidade de produção, fixada em 600 mil toneladas por ano. Dados revelados pela empresa apontam que a zona sul de Moçambique consome aproximadamente 700 mil toneladas de cimento por ano, o que significa que com a instalação da nova maquinaria o mercado ficará com 500 mil toneladas de excedente, produto que em princípio se destinará à exportação para os países vizinhos.

Conforme constatou a nossa Reportagem numa visita àquela unidade fabril, todas as obras civis encontram-se em fase final, o mesmo acontecendo com a parte mecânica e eléctrica. Os novos investimentos estão orçados em 18 milhões de euros.

A avaliar pelo actual estágio dos trabalhos, fonte da instituição acredita que os testes do equipamento deverão acontecer o mais tardar até ao próximo mês, de tal maneira que a produção se inicie em Maio.

Steffen Kasa, Presidente da Comissão Executiva da Cimentos de Moçambique, participou recentemente, em Nairobi, na terceira reunião dos operadores do sector. No evento aquele responsável fez uma apresentação sumária sobre os investimentos previstos para as fábricas do grupo no país.

Na ocasião, Steffen Kasa referiu que em Dondo, na província de Sofala, por exemplo, está a ser instalado um novo moínho para aumentar a actual capacidade de produção, estimada em 240 mil toneladas por ano, o que vai responder à demanda.

A empresa acredita que com a conclusão das obras da Matola o grupo estará em condições de satisfazer às necessidades de cimento no país pelo menos até 2015.
Os resultados de estudos fornecidos pela empresa indicam que os consumos de cimento deverão atingir um milhão e quinhentas mil toneladas em 2014, tendo em conta os vários projectos de construção previstos pelo Governo e sector privado, particularmente no domínio de infra-estruturas. Em 2018 as necessidades irão situar-se nos 1.8 milhão de toneladas por ano.

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