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Provenientes de Nampula: Doentes “esquecidos” no aeroporto de Maputo

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TRÊS doentes e seus acompanhantes permaneceram na madrugada de ontem muito tempo no Aeroporto Internacional do Maputo sem que fossem transportados para o Hospital Central, tudo porque à hora do desembarque não havia ambulância nem outro tipo de transporte no espaço aeroportuário à espera dos enfermos provenientes de Nampula.
Este facto criou indignação entre os passageiros nacionais e estrangeiros que se encontravam naquele local, uma vez que entre os doentes estava um menor aparentemente em estado de saúde grave e uma idosa locomovendo-se com recurso a uma cadeira de rodas.

Os funcionários da Aeroportos de Moçambique e outra empresa que não pudemos apurar e que opera naquelas instalações se desdobraram, tentando cada um encontrar soluções para o problema. Nesse esforço, segundo apurou a nossa Reportagem, acabou havendo descoordenação, numa situação que culminou com a solicitação de duas ambulâncias, uma da firma privada “Vida Plus” e outra do Hospital Central do Maputo.

A ambulância da “Vida Plus” foi a primeira a chegar ao aeroporto, tendo em seguida começado a discussão, pois ninguém queria assumir a responsabilidade pelo pagamento da despesa.

Cerca de uma hora e meia depois do desembarque chegou finalmente a ambulância do HCM. A equipa desta maior unidade hospitalar tentou justificar-se, afirmando que o problema se deveu à falta de comunicação com o hospital de Nampula, que não deu informações precisas sobre a chegada dos doentes.

Uma enfermeira proveniente de Nampula e que acompanhava os doentes refutou a informação. Acrescentou que todas as vezes que há transferência de doentes a informação é enviada antepadamente para Maputo.

Cecília Mário, uma das doentes vítima da desorganização, ficou indignada com a situação que viveu. “Fomos informados que seríamos bem recebidos e tratados aqui no Maputo. Isto parece azar”, disse Cecília na ocasião.

Por seu turno, Teresa Abudo, a mãe do petiz e aparentemente mais grave de todos os enfermos, limitou-se a dizer que rezava para que o menor voltasse com vida. Aos prantos, Teresa, que vinha pela primeira vez à capital do país, tinha no entanto ainda alguma esperança. “Estamos aqui em Maputo, penso que vão nos ajudar”, disse.

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