Transporte público devia custar no mínimo 20 meticais



Escrito por O pais
Quinta, 24 Fevereiro 2011 06:49

Nas cidades de Maputo e Matola
Num frente-a-frente com o ministro dos transportes e Comunicações, cerca de meia dezena de jovens manifestou, na tarde de ontem, a sua preocupação em relação à crise dos transportes públicos.
No encontro que durou cerca de uma hora, o titular da pasta dos transportes e Comunicações, Paulo Zucula, garantiu que o governo moçambicano está em constante busca de soluções, daí que está previsto, por exemplo, um encontro com a comissão consultiva do trabalho. A ideia do executivo baseia-se no escalonamento dos horários dos trabalhadores e até dos estudantes, de modo a evitar que todos se façam às estradas ao mesmo tempo, facto que cria os actuais problemas de congestionamento de tráfego e consequente carência de transporte.
Zucula assumiu ainda que o uso de vias de sentido único é outra alternativa que parece trazer resultados positivos, daí que não se afasta a hipótese de se-aumentar o número de avenidas que observem, durante um determinado tempo, esta medida.
Quanto ao transporte público urbano, encontram-se a caminho de Maputo mais 50 autocarros. Com este reforço, o ministro dos transportes e Comunicações garantiu que entre Junho e Julho a crise será estabilizada.
Subsídio ao passageiro
O Governo garante que entre 2009 e 2010, a área dos transportes no país consumiu, no geral, um investimento estimado em 450 milhões de dólares. Deste montante, cerca de 100 milhões foram destinados aos transportes públicos. Mesmo assim, o fardo que o executivo carrega ainda é pesado, visto que cada passageiro que se faz a um transporte público deve ser subsidiado em 15 meticais. Pois, segundo Zucula, o preço mínimo que deveria ser aplicado nos transportes públicos é de 20 meticais, contra os actuais 5 a 7.5 meticais. Enquanto isso, um lote de 100 autocarros públicos consome, anualmente, do governo moçambicano entre dois e dois milhões e meio de dólares. Perante este cenário, a ideia defendida pelo ministro é que este sector seja profissionalizado.
Comentar
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.