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Maputo-Matola: Tráfego mais fluído

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APESAR de terem sido feitos apenas dois ensaios de tráfego condicionado na Estrada Nacional Número 4/OUA/24 de Julho (até Albert Luthuli), ficou provado que o que a região metropolitana de Maputo precisa são soluções à medida das necessidades que se apresentam no que se refere ao trânsito rodoviário. Nesta condição, o teste com tráfego intenso feito ontem é um bom ponto de partida. O facto é que pela primeira vez em vários anos cidadãos residentes na Matola conseguiram chegar mais cedo aos seus postos de trabalho e os benefícios começam a multiplicar-se.

À saída da portagem, agentes da Polícia de Trânsito (PT) com a colaboração de activistas começam a direccionar o tráfego para passar a ocupar três faixas de rodagem (mais uma em relação ao que vinha acontecendo) até à entrada da Praça 16 de Junho, junto à Toyota de Moçambique. Deste ponto, todas as faixas da “24 de Julho” tomam um único sentido, que só é interrompido no cruzamento com a “Albert Luthuli”. Este exercício, repetido ontem pela segunda vez, parece, à partida, uma confusão, e  que mais tarde se conclui tratar-se de um exercício visando atingir algo mais sério e útil.

É que durante o período de vigência do trânsito condicionado (das seis às nove horas) os automobilistas devem usar outras vias alternativas para aceder à EN4, como são os casos das avenidas da ONU e do Trabalho, e, no mesmo período, apenas uma faixa da EN4 está reservada para o sentido Maputo/Matola, a partir da Praça 16 de Junho.

À primeira vista parece este um simples gesto de perfilar cones dum extremo ao outro, como aconteceu ontem. Mas, de facto, o alcance é ainda maior se atendermos que são centenas as pessoas que diariamente chegavam atrasados aos seus postos de trabalho e a razão apontada era sempre a mesma: tráfego rodoviário intenso.

Os postos de trabalho que arrancavam mais tarde porque o titular ainda estava a caminho, as dezenas de expedientes que ficavam por ser tramitados por causa da mesma razão deixaram de sê-lo, pelo menos ontem. Numa avaliação simples pode-se perceber que centenas de litros de combustível que eram gastos no prolongado engarrafamento que se formava passam a ser poupadas. Basta dizer que com este ensaio os transportes públicos de passageiros puderam cumprir com as carreiras inter-urbanas sem o habitual constrangimento do incumprimento dos horários e quebras na arrecadação de receitas.

Por isso mesmo, automobilistas ouvidos pela nossa Reportagem, assim como as autoridades ligadas ao trânsito abonam no sentido de que tem que haver uma solução intermédia, enquanto não chegam as de médio e longo prazos. Apesar de ser o segundo ensaio ficou evidente, mais uma vez, a falta de informação por parte de alguns peões que se atrapalhavam em momentos de atravessar a estrada. A outra questão teve a ver com a sinalização dos sentidos que deverá ser melhorada e reforçada.

A operação de ontem, segundo dados apurados pela nossa Reportagem, envolveu 50 agentes, dentre polícias de trânsito, oficiais do INAV, da TRAC, FEMATRO, município de Maputo e de associações de antigos polícias. São recursos que se espera sejam desmobilizados à medida que os utentes da via percebam a nova gestão do trânsito.

Não se tratou de mais um exercício, porque a máquina tinha sido colocada no terreno para que tudo desse certo. Tirando os três acidentes de viação registados, tendo como causa a má travessia de peões, percebe-se que houve uma adesão imediata e prática às instruções que foram sendo transmitidas aos automobilistas.

Aliás, a Polícia de Trânsito e os activistas perfilados ao longo do traçado já iniciaram a sensibilização dos automobilistas para a etapa que se segue a partir do próximo dia 14, em que se espera inicie uma aplicação efectiva da medida por tempo indeterminado.

Este exercício enquadra-se no âmbito do projecto de acessibilidade e mobilidade na zona metropolitana do Maputo liderado pelo Ministério dos Transportes e Comunicações, para quem é preciso descongestionar a via no período de grande procura.

Por isso mesmo, estiveram a acompanhar o processo altas individualidades do Governo como são o caso da vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, para além de altos quadros da Direcção Nacional dos Transportes de Superfície.

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