Baixo Zambeze: Resgate compulsivo salva vidas em perigo



Escrito por jornal noticias
Sexta, 11 Fevereiro 2011 07:02

AS comunidades propensas a inundações no baixo Zambeze poderão ser resgatadas compulsivamente pela Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC). Trata-se de pessoas identificadas nos distritos de Mutarara, Mopeia e Chinde, nas províncias de Tete e Zambézia, respectivamente, que oferecem resistência em abandonar os considerados pontos críticos.
O comandante da UNAPROC, Tenente-Coronel Leonardo Dimas, confirmou a acção, justificando que algumas famílias corriam risco de vida devido à sua resistência. Dimas disse que, por exemplo, em Mutarara, concretamente no povoado de Saconge, 50 famílias se encontram sitiadas, muito embora tivessem sido avisadas atempadamente para a sua retirada voluntária.
“O prazo expirou hoje (ontem) e se eles não se retirarem seremos obrigados a resgatar-lhes”, disse, para depois ajuntar que a sua equipa posicionada em Caia já procedeu à análise da vulnerabilidade e verificou que aquela população corre perigo de vida.
“O Zambeze atingiu níveis altos. Fugindo da corrente, os crocodilos recorrem a estas zonas em que estão confinadas as famílias. Neste caso, temos que agir com vista a preservar as vidas humanas em perigo”, disse Dimas.
No entanto, o INGC prossegue com a monitoria em Mutarara, Mopeia, Chinde, Tambara, Chemba, Caia e Marromeu. Nestes pontos, para além de um número reduzido de famílias em risco, o grosso dos reassentados precisa de ajuda alimentar devido à seca e inundações.
Porém, na Zambézia oito mil famílias já se retiraram das zonas de risco para regiões seguras no contexto da redução do impacto das calamidades no vale do Zambeze, segundo o Delegado do INGC, João Zamissa. No mesmo esforço, continua a sensibilização para as pessoas que se mantêm em zonas perigosas.
Dados disponíveis referem, por outro lado, que em consequência das intensas chuvas e inundações que estão a fustigar a região o trânsito rodoviário está interrompido entre o distrito de Mopeia e posto administrativo de Luabo, no Chinde, na Zambézia.
A mesma situação de Luabo acontece com o caudal do rio Cua-Cua, em Mopeia, que atingiu 7.3 metros, inundando algumas culturas. O nível de alerta do rio Cua-Cua é de oito metros. O administrador de Mopeia, Simão Manuel, apelou à população para estar atenta ao comportamento dos rios, numa altura em que todos os dispositivos para a gestão de calamidades foram accionados incluindo o reforço com duas embarcações para resgate.
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