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40 mil pessoas em risco nas margens do rio Zambeze

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Pelo menos 40 mil pessoas poderão ser afectadas por inundações ao longo do vale do Zambeze, concretamente nos distritos de Mutarara, Mopeia e Tambara, caso aumentem as descargas da Barragem de Cahora Bassa (HCB), na província de Tete.

A informação foi avançada ontem, em Maputo, pela ministra da Administração Estatal, Carmelita Namashulua, momentos após a reunião do Conselho de Coordenação de Gestão de Calamidades, encontro presidido pelo primeiro-ministro, Aires Ali.

Em face desta situação, neste momento, estão em curso actividades de sensibilização dos povoados que estão em zonas de risco para que, voluntariamente, se retirem das zonas baixas.

Até ao momento, cerca de 23 mil pessoas foram evacuadas das zonas de risco para os postos de reassentamento, apenas na província de Gaza, com destaque para os distritos de Chókwè e Guijá.

A ministra da Administração Estatal diz que o alerta vermelho institucional continua activo como forma de manter a prontidão, uma vez que o pico das inundações ainda pode acontecer, tanto no presente mês ou no próximo, dado que muitos caudais dos rios moçambicanos continuam acima do alerta máximo, para além de a queda de chuvas continuar nos países vizinhos.

O sector de agricultura não escapa à fúria das águas, sendo que, até ao momento, 20 628 de hectares de diversas culturas estão inundadas no país.

Num outro desenvolvimento, namashulua, que falava na qualidade de vice-presidente da Coordenação de gestão de calamidades, disse que na sequência das inundações, pelo menos, 2 600 crianças estão sem salas de aula e, neste momento, estão a receber aulas nos centros de acomodação, onde estão albergados juntamente com os seus pais e encarregados de educação.

Mas o drama das inundações não termina por aqui, pois em resultado das mesmas há registo de casos de malária e cólera. Esta última doença, até ao momento foi registada nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Manica.

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