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Morreu jornalista e escritor Amin Nordine

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MORREU na madrugada de sábado, em Maputo, o jornalista e escritor Amin Nordine, vítima de doença. Os restos mortais de Nordine, que perdeu a vida aos 42 anos de idade, foram a enterrar ainda na tarde do mesmo sábado, com missa de corpo presente celebrada na Mesquita Chadulia, onde familiares, colegas e amigos foram para o último adeus.

Há mais de uma semana que o poeta estava internado no Hospital Geral da Machava, não tendo resistido à doença, na madrugada de sábado.

Membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), Amin Nordine defendia que a sua obra é uma abordagem, cujo tema e forma é composta por prosa poética, com uma forte inclinação para a sátira mordaz e ainda constituído por sonetos livres que contemplam questões de amor e crítica social.

Fonte da AEMO considera que Amin Nordine é o único poeta que neste país ganhou dinheiro publicando poesia nos jornais. Ele mesmo auto-intitulava-se, ironizando, operário da poesia. E o jornalista Carlos Cardoso (já falecido) percebeu a grandeza do poeta que residia no homem que publicou “Vagabundo Desgraçado” (1996), “Duas Quadras Para Rosa Chicuachula” (1998) e “Do Lado da Ala B”, tendo-o admitido no seu jornal “Metical”, onde publicava poesia. Em 2008, o finado foi galardoado com o Prémio Literário 10 de Novembro.

Nos últimos tempos, Amin Nurdine não gozava de boa saúde. No entanto, não resistia à tentação de fumar e consumir bebidas alcoólicas, continuando a “arrastar-se” por algumas redacções de jornais, pela AEMO e a Casa Museu José Craveirinha.

Esteve ligado a várias publicações, mas a última foi o semanário “Zambeze”, onde, para além de escrever artigos culturais, mantinha uma coluna intitulada “Harpas e Farpas”.

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