Escrito por Jornal o Pais Sexta, 28 Janeiro 2011 06:20

As chuvas intensas que se registam um pouco por todo o país estão já a criar desespero no seio da população camponesa na província de Manica.
Depois de causarem danos em algumas habitações na cidade de Chimoio, agora prevê-se uma situação de fome naquela província central do país.
Neste momento, a cultura de milho é a que está a ressentir-se, em grande medida, da queda de chuva que já passou do normal.
O secretário permanente da província de Manica, António Mapure, falando ao jornal “O País”, disse ser evidente que as chuvas que caem para além do normal estejam já a comprometer a produção agrícola.
Apesar deste fenómeno imposto pela natureza, Manica está já preparada para responder satisfatoriamente, caso haja registo de fome.
Mapure disse que “Manica conta, actualmente, com um grande excedente, em termos de cereais da produção da última campanha, calculado em cerca de 390 mil toneladas, para abastecer toda a província, particularmente para os distritos de Macossa, Tambara, Machaze e Guro, onde as queixas já foram apresentadas ao governo provincial”.
Neste momento, a cultura de milho está a registar um crescimento além do normal e sem produzir espigas.
No distrito de Sussundenga, um dos potenciais produtores desta cultura, o cenário é o mesmo, embora as autoridades daquele distrito não tenham ainda considerado a situação como um caso alarmante.
Outro fenómeno que já é bem visível na cidade de Chimoio é a erosão provocada pelas constantes chuvas, com maior destaque para a estrada que passa pelo bairro 16 de Junho, em direcção à Cabeça-de-Velho.
Bloco 9, Nhamaonha, Nhauriri, Nhamadjessa, Centro Hípico, entre outros, são alguns bairros que podem estar em situação crítica, caso a situação prevaleça nos próximos dias.
Aliado ainda às chuvas, o Fundo de Património de Abastecimento de Água, FIPAG, viu-se a reduzir o período de abastecimento de água, uma vez que a mesma se apresenta bastante turva. Mas as interrupções no fornecimento do precioso líquido já estão a preocupar os residentes de alguns bairros, tais como Soalpo, em que populares já olham isso como uma outra crise.
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