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PELO menos três pessoas, duas das quais crianças, morreram ao serem arrastadas pela força das águas do rio Mecutane, em Nampula, cujo caudal registou uma subida considerável, em consequência das fortes chuvas registadas na tarde de domingo último. No cent

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PELO menos três pessoas, duas das quais crianças, morreram ao serem arrastadas pela força das águas do rio Mecutane, em Nampula, cujo caudal registou uma subida considerável, em consequência das fortes chuvas registadas na tarde de domingo último. No centro do país, a tendência do Púngùe é continuar a transbordar e a devastar culturas nos distritos de Nhamatanda e Dondo. O Zambeze continua igualmente a subir, o que poderá agravar-se com a esperada vaga decorrente das descargas de Kariba e da contribuição dos rios tributários. Os corpos das inditosas crianças foram recuperados a flutuar na manhã de ontem no rio Mecutane, no bairro de Muatala. Entretanto os esforços no sentido de recuperar o corpo de um adulto, igualmente arrastado pela fúria das águas, fracassaram na medida que até à tarde de ontem ainda não existiam informações sobre a sua localização.

Nos últimos três dias o nível dos rios tem vindo a subir a ponto de o Púnguè ter já galgado as margens tanto do lado de Mafambisse, no distrito do Dondo como em Tica, no distrito de Nhamatanda. A transitabilidade ao longo da Estrada Nacional Número Seis (N6) poderá ficar condicionada em caso de incremento do nível como aconteceu nas anteriores cheias.

Conforme testemunhámos, áreas extensas de culturas, essencialmente de milho encontram-se inundadas. O administrador distrital de Nhamatanda, Sérgio Moiane, disse, a-propósito, que o povoado mais afectado é o de Nhampoca que se encontra isolado e é abastecido de canoas.

No baixo Zambeze, os administradores de Caia e Marromeu, José Cuela e Tomé José, respectivamente, deram conta que o rio está no seu leito, embora com tendência de subir.

Por seu turno, o administrador do Búzi, Joaquim Arota, afirmou que neste momento a situação está controlada não havendo motivos de alarme. As autoridades governamentais e da ARA-Centro estão também com as atenções viradas para o Save, que inundou algumas regiões dos distritos de Machanga e de Govuro, em Sofala e Nova Mambone, em Inhambane.

No entanto, o rio Save registou em Nova Mambone, uma redução de cerca de um metro, ao baixar de 5,52 no último sábado para ,.45 metros no domingo. Esta situação alivia o receio de ocorrência de cheias, mas não significa que o perigo já passou.

Agostinho Trinta, governador de Inhambane, disse que esta é mais uma possibilidade para que a população que vive nas zonas de risco se retire para evitar mortes e a perda de bens em caso de cheias. A população manifestou-se disposta a abandonar os locais de risco, mas vincou que uma retirada definitiva significava o abandono das zonas férteis, fonte do seu sustento.

Apesar da ligeira descida das águas do rio Save, o sistema de busca e salvamento montado não será desactivado. Uma companhia da Marinha da Guerra e os pescadores locais já disponibilizaram suas embarcações para apoiarem. O barco que estabelece a ligação marítima entre a vila de Inhassoro e o arquipélago de Bazaruto também foi mobilizado. Também já seguiram para o centro de reassentamento de Mahave tendas e outros bens.

A Direcção Nacional de Águas prevê que o Zambeze, Limpopo, em Chókwè, Búzi em Dombe e Púnguè, em Mafambisse, registem uma ligeira subida dos niveis hidrométricos. Para o Maputo e Incomáti a tendência será de baixar.

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