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Cólera em Namialo: Desinformação leva à destruição de casas

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Seis residências pertencentes a igual número de secretários de bairros, em Triangulo e Namuatho, na sede do posto administratico de Namialo, distrito de Meconta, em Nampula, foram  destruídas na noite da quarta-feira última em conexão com a eclosão da cólera na região.

Durante a desordem, um grupo de populares saqueou os bens encontrados nas habitações vandalizadas, acusando aqueles responsáveis da autoridade local de estarem por detrás da propagação da cólçera, que já provocou a morte de quatro pessoas em Namialo.

A Polícia da República de Moçambique em Namialo teve que disparar várias vezes para o ar, como forma de dispersar os atacantes, tendo detido dez pessoas do grupo para investigação e consequente apuramento de responsabilidades.

A nossa Reportagem soube das autoridades locais em Namialo, cerca de 100 quilómetros da cidade de Nampula, que o centro de saúde local, que constava da lista dos alvos a vandalizar, foi poupado, mas o guarda foi agredido pelos insurgentes.

Paulino Essiaca, substituto do chefe do posto administrativo de Namialo, deu a conhecer que a esposa e filho de um dos secretários, cujas casas foram destruídas, contraíram também ferimentos, em consequência das agressões.

A fonte admitiu que o surto de diarreia e vómitos que neste momento afecta aquela vila, resulta do consumo de àgua imprópria, pois para ele, as figuras das autoridades locais são “crucificadas” pelo facto de trabalharem em parceria com os activistas da Cruz Vermelha, na disseminação das mensagens de prevenção da cólera, bem como na distribuição de alguns produtos de desinfecção da àgua, como é o caso do cloro.

Apesar do medo que se apoderou dos secretários e régulos naquele ponto do país, o Governo local diz que não vai desistir da sua tarefa de divulgar a mensagem de prevenção.

Segundo apuramos, faz muito tempo que não chove, o que faz com que as populações recorram a poços tradicionais.

O problema de lixo, que é produzido em grandes quantidades, também é apontado como um outro agravante.

Namialo não dispõe de capacidade material e financeira para fazer face a este problema que se arrasta faz tempo. Dados disponíveis indicam que a facturação (impostos e outras taxas) do posto não ultrapassam os 60 mil meticais por mês, valor insuficientes para responder as necessidades existentes.

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