Escrito por Jornal Noticias Quinta, 20 Janeiro 2011 07:47

Sibindy tranquiliza determinados sectores políticos que não vêem com bons olhos este processo, afirmando que a alteração constitucional que se pretende levar a cabo é o seguimento da agenda desenhada pela então Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), na altura da sua criação em 1962.
A bancada da Renamo, na Assembleia da República, não vê a pertinência da revisão constitucional e para manifestar o seu desagrado diz que não vai indicar nenhum elemento para integrar a comissão “ad hoc” a ser criada pela parlamento para tratar desta questão.
Saimon Macuiane, relator da bancada parlamentar da Renamo, já tornou claro em varias ocasiões que a revisão constitucional não faz parte da agenda do seu partido, sendo que a “perdiz” não vai participar do processo.
A propósito, Yá-Qub Sibindy entende que a revisão não visa mudar os pilares do Estado de Direito em Moçambique, mas sim reforça-los a bem do estado geral da nação.
Lembra que quando a Frelimo foi criada previa alguns aspectos que foram interrompidos na sequência da guerra de desestabilização movida a partir do exterior e que agora, em tempo de paz, se torna imperioso concretizá-los.
“Não há nada a temer. Nós queremos uma democracia multipartidária efectiva. E essa virá, naturalmente, da alteração de alguns dispositivos constitucionais”, defendeu Sibindy, acrescentando que os que se colocarem à margem deste processo ficarão ultrapassados.
Acrescentou que o tempo se encarregará de determinar quais são os partidos nacionalistas e quais são os que possuem agendas ocultas e nocivas ao estado da nação.
Por outro lado “atacou” o líder da Renamo, Afonso Dhlakama afirmando que escondido em Nampula não irá participar de modo algum no processo político em Moçambique.
“Dhlakama se esconde em Nampula para depois atribuir culpas a Frelimo. Que venha a Maputo discutir ideias para o fortalecimento da democracia multipartidária”, frisou aquele dirigente político, cujo partido se assume como da oposição construtiva.
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