Escrito por Jornal o Pais Quarta, 19 Janeiro 2011 06:16

Enquanto o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, INGC, não confirma a ocorrência de cheias nos distritos localizados nas margens do rio Limpopo, província de Gaza, a Direcção Nacional das Águas, DNA, não tem dúvidas: haverá cheias no país.
O chefe do departamento de Gestão de Recursos Hídricos da DNA, Belarmino Chivambo, disse ao nosso jornal que as chuvas que estão, desde Novembro passado até aos dias que correm, a fustigar a região sul do país e alguns países vizinhos, tais como África do Sul, Botswana e Zimbabwe, contribuíram significativamente para que o rio Limpopo aumentasse o seu nível de caudal, e, consequentemente, aumentar o escoamento. Este cenário poderá causar situações de cheias nos distritos localizados nas margens deste rio, nomeadamente Chókwè, Guijá, Chibuto, Massingir entre outros. Estas cheias poderão afectar cerca de sete mil pessoas que vivem e desenvolvem actividades agrícolas e de pesca nas zonas baixas destes distritos.
Refira-se que a bacia do Limpopo continua a registar níveis de água com tendência crescente. Desde a passada segunda-feira até ontem, esta bacia, na zona de Chókwè, já havia registado um incremento do seu caudal em 1.5 metros acima do nível de alerta. “E a previsão que temos é que os seus níveis se mantenham pelo menos até hoje”, disse a fonte, acrescentando que este cenário, obviamente, tem um impacto particularmente nas zonas baixas, onde se pratica a agricultura. Ao longo da Cidade de Chókwè, as pessoas que se encontram nas zonas baixas poderão ser afectadas.
Entretanto, Chivambo tranquiliza a sociedade, explicando que “o cenário que se vislumbra neste momento ainda não é de cheias de grande magnitude”, mas admite que os dias que correm serão determinantes para que não aconteça o pior. “Naturalmente que ainda estamos no mês de Janeiro e a época chuvosa nesta região só termina em Março. Portanto, se só agora estamos a estes níveis, os próximos dias são, sem dúvidas, determinantes”, avisa Chivambo, e garante que o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, INGC, está a monitorar a situação no terreno.
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