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Qualidade de ensino na lista das prioridades

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A PAR dos esforços visando a ampliação da rede escolar, que passa a contar este ano com mais 440 novas escolas primárias e 71 estabelecimentos do ensino secundário, a Educação tem as atenções viradas para a busca de melhores alternativas, que concorram para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem.

 

Para a prossecução desse objectivo, segundo o Ministro da Educação, Zeferino Martins, novas exigências deverão ser observadas a partir dos cursos ministrados nos Institutos de Formação de Professores que à entrada devem ter como nota mínima doze valores e apenas os melhores docentes serão recrutados, como parte das estratégias para inverter a actual tendência negativa de baixa qualidade.

O titular da pasta da Educação tomou esta posição na abertura, ontem, do ano lectivo na Escola Secundária Joaquim Chissano, em Xai-Xai, cidade que este ano acolheu as cerimónias centrais.

De acordo com o governante, a participação de todos os segmentos da sociedade nesse desafio pela qualidade mostra-se imprescindível e inadiável, pois a Educação como sector, não pode por si, e de forma isolada, arcar com a enorme responsabilidade em termos de recursos humanos, financeiros e materiais.

Pouco mais de seis milhões e setecentos mil alunos estão matriculados no Ensino Geral este ano, dos quais 1.2 milhão são novos ingressos. Para o Ensino Primário foram disponibilizados mais de catorze milhões de livros.

Devido à insuficiência de recursos, a Educação não vai recrutar este ano o docente com o nível superior que leccionaria o secundário, sendo que a prioridade é o ensino primário.

Após a abertura do ano lectivo têm início hoje as aulas. O Ensino Primário do 1º Grau, que no ano passado funcionou com 10 884 escolas, este ano terá um incremento de 400 novas. Para o Ensino Primário do 2º Grau, das 3562 unidades que operaram em 2010 serão adicionadas mais 428 e no Ensino Secundário do 1º Ciclo este ano entram em funcionamento mais 155 escolas que se juntam às 420 já existentes, enquanto que para o Ensino Secundário do 2º Ciclo, às 145 escolas serão acrescidas mais 74 novas.

No que diz respeito ao Ensino Técnico-Profissional Básico, apenas duas escolas entrarão em funcionamento, perfazendo um total de 23. Os Institutos de Formação de Professores (IFP) irão manter o número de instituições (23), enquanto que 972 centros de Alfabetização e Educação de Adultos entram em actividade, devendo se juntar aos 4462 existentes.

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