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“O multipartidarismo é uma conquista irreversível”

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Frelimo diz-se indignada com a carta pastoral dos bispos católicos

O porta-voz da Frelimo, Edson Macuácua, diz que os pontos que serão objecto da revisão constitucional não são públicos porque ainda não chegou o tempo.

O partido Frelimo, através do seu secretário para a Mobilização e Propaganda, Edson Macuácua, reagiu ontem à carta pastoral dos bispos católicos moçambicanos, que alerta para a “forte possibilidade do regresso ao monopartidarismo” em Moçambique.

Em contacto com “O País”, Edson Macuácua tratou de desdramatizar a carta pastoral dos bispos, alegando que na visão do seu partido “não há razões para a existência dessa percepção. O multipartidarismo tem valor e dignidade constitucional no nosso país. Trata-se de uma conquista irreversível e não existe nenhuma base ou fundamento que aponte nesse sentido”.

Questionado sobre o móbil que levava a Conferência Episcopal da Igreja Católica em Moçambique a lançar violentas acusações contra o partido que governa os destinos dos moçambicanos desde a independência nacional em 1975, Edson Macuácua respondeu nos seguintes termos: “Só os próprios bispos podem explicar o que os move”.

“Ainda não chegou o tempo”

Para além de alertarem para um eventual regresso ao monopartidarismo liderado pela Frelimo, os bispos católicos manifestam-se também preocupados com o projecto de revisão constitucional, que o partido Frelimo, através da sua bancada parlamentar na Assembleia República, pretende levar a cabo. Neste capítulo, a carta pastoral diz que e passamos a citar: “A revisão da Constituição é um momento e um exercício delicado. Acreditamos, no entanto, que a maturidade e a honestidade dos políticos prevaleçam e façam desse exercício uma oportunidade para Moçambique dar um verdadeiro exemplo de democracia”. Porém, afirmam os prelados, “se houver alguma tentação para o contrário, que a amarga experiência do monopartidarismo no passado persuada todos os políticos a desistir dos seus maus intentos”.

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