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Devido a inundações: Culturas alimentares em risco na Manhiça

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O administrador do distrito da Manhiça, Artur Chindandale, disse à nossa Reportagem que uma equipa do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades esteve no distrito a fazer a avaliação preliminar da situação e uma equipa multissectorial integrando a Agricultura deverá fazer brevemente uma avaliação mais exaustiva.

Segundo a nossa fonte, as águas por enquanto inundam algumas áreas com culturas de primeira época e caso continuem a subir mais áreas poderão ser afectadas.

O acesso à Ilha Josina Machel, que chegou a estar ameaçado na terça-feira com a subida do rio Incomáti, é transitável, sendo possível aceder à EN1 a partir daquele ponto do distrito da Manhiça.

Uma avaliação da situação que tivemos acesso da Direcção Nacional de Águas aponta que os rios das zonas centro e sul do país continuam a registar subida de níveis devido às chuvas que ocorrem a montante e à contribuição dos tributários em território nacional.

Com efeito, o rio Púnguè atingiu e superou o nível de alerta em 47 centímetros ontem na estação de Púnguè-Sul, enquanto o Incomáti tem tendência de baixar, facto que permite o acesso rodoviário à Ilha Josina, mas a Calanga ainda não.

A Direcção Nacional de Águas aponta para a ocorrência de chuva pronunciada na bacia do Zambeze, em Fíngoè (distrito da Marávia), Zumbo, Vila Mualaze (distrito de Chifunde) e bacia do Limpopo, em Xai-Xai e Chókwè. Também houve precipitação na bacia do Búzi (na vila-sede), Gruja (distrito de Búzi), Espungabera (distrito de Mussorize), e ponte de Gorongosa.

Segundo a fonte, as bacias hidrográficas do Incomáti, em Magude, Maputo, em Madubula, mantêm-se acima do alerta, mas a tendência é de baixar em Magude, enquanto em Madubula os níveis tendem a subir continuamente.

As restantes bacias hidrográficas do país registaram oscilações dos níveis hidrométricos com tendência de subida, mas continuando abaixo do alerta.

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