Escrito por Jornal o Pais Quinta, 13 Janeiro 2011 07:16
A alegada falta de condições para a sua sobrevivência no Centro de Refugiados de Maretane em Nampula é a justificação que os estrangeiros somalis, supostamente refugiados da guerra, que assola aquele país do nordeste da África, há mais de 20 anos, colocaram quando foram surpreendidos em quatro grupos diferentes nos dias 7 e 8 do mês em curso, na província de Manica.
O primeiro registo de existência de cidadãos estranhos foi reportado no distrito de Guru, zona limítrofe com o distrito de Changara, província de Tete. O grupo composto por 18 Somalis foi identificado após um acidente de viação que envolveu o camião em que se faziam transportar, causando nove feridos dos quais três em estado grave, que neste momento estão sob cuidados intensivos no Hospital Provincial de Chimoio.
O segundo grupo, de 12 imigrantes foi interpelado no posto de controlo policial de Inchope, no distrito de Gondola, em Manica.
Este grupo foi detido pela polícia junto com o respectivo transportador, um cidadão de nacionalidade moçambicana proveniente de Quelimane, com destino à Cidade da Beira. Paulo Ricardo, motorista da viatura que transportava os 12 somalis, disse não tê-los transportado por qualquer cumplicidade, mas por simples gentileza de quem encontrou pessoas aflitas pedindo boleia, no cruzamento da vila de Inhaminga, distrito de Cheringoma na província de Sofala.
“Até porque nem foram eles que me pediram boleia, foi uma senhora de nacionalidade moçambicana, que também a levei junto com os senhores que desceram no Inchope, porque o meu carro estava com problemas de travões”, disse o motorista, acrescentando que: “quando ia a passar de volta pelo local onde eles estavam, eu simplesmente saudei-os, foi daí que a polícia os perguntou a onde teriam me conhecido, e disseram que eu é que teria vindo com eles até Inchope. A polícia chamou-me e trouxe-me aqui junto com eles”, justificou-se Ricardo, neste momento detido na Penitenciária Agrícola de Chimoio, vulgo Cadeia Cabeça-de-Velho junto com os estrangeiros ilegais.
O terceiro grupo foi preso na Serra-Shoa, em Catandica, distrito de Bárue, composto apenas por dois somalis e mais um foi preso no distrito de Manica a caminho do Zimbabwe.
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