Escrito por Jornal o Pais Quinta, 13 Janeiro 2011 07:02

Para já, das cerca de 1 885 983 vagas que tinham sido disponibilizadas, apenas 878 786 é que haviam sido ocupadas até ao último dia das matrículas, o equivalente a 47 por cento do cumprimento das metas pré-estabelecidas.
O Ministério da Educação garante que algumas escolas do país ainda possuem vagas por preencher. O titular da pasta de Educação, Zeferino Martins, disse, ontem, em conferência de imprensa, que apesar dos dados em sua disposição não serem realísticos, ou seja, definitivos, as metas previstas para as matrículas no ano de 2011 ainda não foram alcançadas.
Até ao final do dia 11, data oficialmente prevista para o término do processo das matrículas, nem todas as províncias tinham conseguido enviar toda a informação para a sede, exceptuando Gaza e Maputo cidade.
As províncias de Inhambane e Tete apresentaram dados de até dia 7, enquanto as restantes sete províncias enviaram informações de até dia 10.
Fazendo um balanço dos dados preliminares, o ministro da Educação disse que ainda haviam, em todo o país, cerca de um milhão de vagas por preencher.
Detalhadamente, para as primeiras classes, o ministério tinha à sua disposição 1 215 313 vagas, mas deste número só se havia ocupado 520 685 vagas, o que representa um grau de cumprimento das metas previstas em 43 por cento.
Para a 6a classe, o número de vagas era de 455 411, mas 215 374 é que tinham sido ocupadas. Ou seja, 47 por cento das metas previstas.
Na 8a classe, o país tinha 161 551 vagas, das quais até ontem 103 712 é que tinham sido ocupadas.
Finalmente, a 11a classe esperava receber cerca de 53 708 novos ingressos, mas, até ontem, o ministro disse que só se tinham matriculados 39 015 alunos, o que equivale apenas a 73 por cento do número previamente programado.
No total, o Ministério da Educação tinha cerca de 1 885 983 vagas exclusivamente para as quatro classes com novos ingressos.
Mas deste número, foram apenas ocupadas 1 007 197 vagas, o que, em termos percentuais, representa um grau de cumprimento das metas em 47%.
Estes dados, tal como dissemos anteriormente, não eram definitivos, não só porque as delegações provinciais ainda não tinham conseguido canalizar toda a informação para a sede, mas também porque Zeferino Martins disse que as matrículas deviam continuar, pelo menos, até amanhã, porque as aulas não vão arrancar, oficialmente, no dia 14, como havia sido previamente planificado, tudo devido ao luto nacional decretado por causa da morte do ícone das artes plásticas, Malangatana Valente Ngwenya. Ou seja, até segunda-feira, data de abertura oficial do ano lectivo, muitas crianças provavelmente terão sido inscritas e os números serão outros.
Apesar de não ter apresentado dados ilustrativos, Zeferino Martins reconheceu que nem todos os graduados das 7a e 10a classes poderão ser absorvidos pelo sistema. E, como alternativa para estes, o homem mais forte da Educação diz que o país dispõe de vagas em diferentes níveis do ensino técnico-profissional.
Para o efeito, existe cerca de 8 mil vagas disponíveis nos Institutos de Formação de Professores, 8 600 vagas para o ensino técnico-profissional do nível básico e cerca de 3 500 vagas para o ensino técnico de nível médio.
Para além disso, o Ministério tem estado a massificar o ensino à distância como forma de dar chance àqueles alunos que, por vários motivos, não conseguem se matricular para o ensino geral nem entrar no ensino técnico.
Livro escolar
Ainda na mesma conferência de imprensa, o ministro da educação garantiu que o país já adquiriu cerca de 14 milhões de livros que vão ser distribuídos em todas as escolas do ensino primário do país.
Para já, cerca de 80 por cento desses livros encontram-se nas sedes distritais e ao longo da próxima semana serão canalizados para as respectivas escolas. Disse também que o tempo de vida do livro escolar – 3ª classe até 7ª classe - é de 3 anos e, anualmente, o ministério faz a reposição em 33 por cento do total de livros adquiridos por cada ano.
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.