Escrito por Jornal o Pais Quarta, 12 Janeiro 2011 07:14
A afirmação acima é da Liga Juvenil da “perdiz”, que também diz estar a preparar uma contra-ofensiva potenciada por jovens
“De 1994 até à data, o partido Frelimo está a levar a política nacional a tender para uma democracia monopartidária e está cada vez pior. A Frelimo está a potenciar-se para silenciar o partido Renamo”. Este pronunciamento é de Rui de Sousa, antigo deputado e presidente da Liga Juvenil da Renamo. De Sousa falava ao “O País”, no âmbito da avaliação do ano político de 2010 e da abertura do espaço para a actuação de organizações partidárias de jovens.
De acordo com o líder da ala juvenil da “perdiz”, a Frelimo está a encenar uma democracia multipartidária, uma vez que, segundo afirmou, o partido dos “camaradas” está empenhado em acabar com a oposição no país.
“A Frelimo está a promover o banimento político-partidário, económico e social da Renamo e dos seus membros”, afirmou De Sousa. No entanto, garante que a Renamo está a preparar uma contra-ofensiva política potenciada por jovens, maioritariamente membros da Renamo, para reverter a situação a seu favor.
Assim, a Liga Juvenil da Renamo vai promover, ainda este trimestre, o primeiro Encontro Nacional dos quadros do partido, que são, simultaneamente, membros daquela agremiação juvenil.
A contra-ofensiva prevê ainda a elaboração e harmonização do plano estratégico nacional, que tem como pano de fundo a mobilização massiva de jovens.
Estes dois encontros vão ter como base a avaliação do estágio actual da juventude em Moçambique, para posterior elaboração de uma política clara virada para a juventude.
“Queremos estar na vanguarda e mostrarmos aos jovens que temos a solução para os principais problemas que os assolam. Pretendemos, de igual forma, minimizar a falta de vontade política para se solucionar os problemas dos jovens”, defendeu Rui de Sousa.
“Exílio” político de Dhlakama
Rui de Sousa tratou de negar a ideia de a alegada promoção do banimento político do seu partido pela Frelimo ser o motivo para o exílio do seu líder, Afonso Dhlakama, em Nampula. Para De Sousa, trata-se de preferência de Dhlakama de se “acomodar” na capital do norte.
“O presidente dirige o partido de onde quiser e não vejo problema nisso. A Frelimo também dirigiu a guerra de fora, instalando-se em Nachingwea e até os seus dirigentes morreram fora do país, a tentar dirigir, e não há mal nisso. Aliás, só se questiona quando é da Renamo”, disse.
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