Escrito por Jornal o Pais Quarta, 12 Janeiro 2011 07:00
Eles devem ter sido descarregados em águas profundas”, disse Cossa, falando durante o habitual briefing aos jornalistas
Recorde-se que, em Junho do ano passado, uma embarcação transportando 82 somalis ilegais naufragou em Mocímboa da Praia, matando nove pessoas e provocando o desaparecimento de 40.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou ontem, em Maputo, a morte de 11 imigrantes por afogamento, quando entravam ao país através do distrito de Palma, província nortenha de Cabo Delgado.
De acordo com a Agência de Informação de Moçambique, que cita o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa, o caso ocorreu no domingo da semana passada, quando uma embarcação de origem desconhecida descarregou um número incerto de pessoas em águas relativamente profundas.
“Deste grupo de pessoas, 11 morreram, dos quais oito etíopes e três somalis, por afogamento. Eles devem ter sido descarregados em águas profundas”, disse Cossa, falando durante o habitual briefing aos jornalistas.
Das pessoas descarregadas pela embarcação, 12 etíopes encontram-se detidos pela PRM e a sua informação serviu como base de investigação da sua origem.
“Quando uma equipa da PRM e da administração marítima se deslocou ao local, só encontrou 11 túmulos”, disse Cossa, acrescentando que a polícia não exumou os corpos dos imigrantes enterrados.
Até agora, não se sabe o paradeiro dos outros membros do grupo de imigrantes que eventualmente escaparam à morte. Contudo, calcula-se que este grupo terá procurado meios para alcançar as habituais rotas usadas pelos imigrantes que entram a Moçambique, parte dos quais passam pelo país como ponto de trânsito para chegar à vizinha África do Sul.
Esta é uma tendência que tem vindo a agravar-se nos últimos anos, sendo as províncias de Cabo Delgado e Nampula os principais pontos de entrada de imigrantes ilegais.
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