Escrito por Jornal Noticias Terça, 11 Janeiro 2011 09:12
Gidião Jamo, director da Educação da Cidade de Maputo, disse ontem à nossa Reportagem que para estes números concorreu a ida tardia dos candidatos às escolas para se matricularem, facto aliado à demora na fixação das listas para afectação.
“O hábito de deixar tudo para os últimos dias está directamente ligado ao problema. Até sexta-feira tínhamos 51 mil vagas por preencher, um défice bastante grande, tendo em conta que amanhã (hoje) é o último dia das inscrições”, explicou.
Reconheceu, igualmente, que o período estipulado para a realização da matrícula este ano foi bastante curto, a medir pela data do arranque do ano lectivo. Perante o cenário já criado, de muitos alunos por matricular, a nossa fonte disse que tudo dependerá da decisão do Ministério da Educação.
Hoje, 11 de Janeiro, é o dia previsto para o termo das matrículas do ensino geral. Numa ronda efectuada ontem pela nossa Reportagem em diferentes estabelecimentos de ensino da cidade do Maputo era visível a movimentação de alunos à procura de legalizar a sua situação, com destaque para os do ensino secundário.
Nas escolas do ensino primário a procura era pouca, o que já não acontecia, por exemplo, em alguns estabelecimentos de nível secundário, como a “Noroeste-1”, onde longas filas caracterizaram a manhã de ontem.
O cenário na “Noroeste 1” agravou-se devido ao facto de que muitos alunos pretendiam obter os seus crachás, documentos usados para a identificação interna, mas que só poderiam levantá-los mediante a apresentação do comprovativo de matrícula.
A produção de crachás decorreu em paralelo com o processo das matrículas, uma vez que os prazos definidos eram os mesmos. Segundo a fonte, muitos alunos fizeram as matrículas, mas relegaram para o fim a aquisição deste documento, que era condicionado pela matrícula.
Donaldo Domingos, estudante da “Noroeste-1”, disse ter feito a inscrição na sexta-feira mas devido às longas filas não conseguira até ao fim da manhã de ontem obter o documento de identificação dentro da escola. “Matriculei-me semana passada mas até agora não consegui o crachá porque está difícil. Mas, como hoje cheguei de madrugada facilmente entrei na sala e daqui a nada vou deixar todos os dados e fazer a foto digital”, disse.
Os operadores das máquinas de produção dos crachás dizem que atendem uma média diária de 600 pessoas, número de alunos que se revelou maior para a capacidade da empresa contratada para a prestação deste serviço.
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