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Matrículas dirigidas ainda por preencher

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Àentrada do quinto dia do processo de matrículas, milhares de vagas dirigidas da 8ª e 11ª classes continuam por preencher em todo o país. Falando ao nosso Jornal, alguns directores provinciais de Educação e Cultura se queixaram do facto de os alunos com direito a vagas continuarem longe dos estabelecimentos de ensino, que diariamente têm sido visitados por aqueles que ainda procuram alguma sorte de obter um lugar para continuar com os estudos.
As matrículas dirigidas são destinadas aos alunos cujos nomes saíram nas listas e com indicação da escola para se matricularem. Como nos outros anos, os directores temem que esta situação venha a criar algum embaraço na próxima semana, derradeiros dias do processo, quando todos acorrerem, ao mesmo tempo, às escolas com intuito de se matricularem.

João Trabuk, director provincial da Educação e Cultura de Gaza, explicou que embora o processo tenha começado em todas escolas, a fraca afluência se mantém como nota dominante. Na sua óptica, tudo está sendo feito para que as metas sejam cumpridas, onde se espera que venham a ser matriculados 120 mil alunos em todos subsistemas.

Sublinhou que para este ano a província contará com novas escolas, como são os casos das secundárias de Zongoene e Macia, esta última que terá igualmente um centro de recursos, para além de escolas primárias que vão abrir um pouco por toda a província.

Por seu turno, Gedião Jamo, da cidade do Maputo, queixou-se do facto de as escolas estarem a registar fraca afluência de alunos com matrículas dirigidas, mas sim enchentes de pessoas que ainda procuram uma oportunidade para se inscreverem. Ao que explicou, só depois de matriculados todos com direito é que se poderá, caso se justifique, encaixar um e outro aluno que possa ter ficado sem lugar. Caso não o remanescente será dirigido a outras áreas.

Depois de percorrer alguns distritos da província de Inhambane, onde se inteirou do processo de matrículas, Pedro Baptista, director provincial de Educação e Cultura de Inhambane, explicou à nossa Reportagem que o processo está a decorrer dentro das previsões. A maior preocupação, segundo ele, prende-se com os 63 mil novos ingressos, onde tudo se faz para que as metas sejam cumpridas.

Para o Ensino Secundário, Pedro Baptista explicou que existem dois mil alunos que não têm vagas, mas que o Ensino Técnico-Profissional e cursos de curta duração (carpintaria e serralharia) poderão ser as suas próximas alternativas. O ensino à distância, que vinha funcionando em seis turmas, poderá ser alargado para 10, de modo a acolher mais alunos. 

Verónica Langa, directora provincial de Educação e Cultura do Niassa, disse que embora não haja problemas de maior em relação às vagas, o processo decorre a meio-gás, porque os alunos ainda não se fazem à escola, sobretudo os que têm direito a vagas. Contudo, segundo explicou Verónica Langa, até ao dia 11 tudo será feito para que todos eles estejam matriculados.

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