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Barragem de Mphanda Nkuwa: Impacto ambiental avaliado até Junho

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SERÁ concluído até Junho o estudo do impacto ambiental da Barragem de Mphanda Nkuwa, empreendimento a ser construído sobre o rio Zambeze, na província de Tete, com uma capacidade inicial para gerar 1500mW de energia eléctrica. Nos últimos anos a construção da barragem de fio de água a jusante da Hidroeléctrica de Cahora Bassa tem sido alvo de muitas críticas por parte de algumas organizações ambientais, que a consideram uma séria ameaça ambiental numa zona que também apresenta riscos de ocorrência de sismos.

Entretanto, tanto os proponentes assim como o Governo asseguram que a construção da Barragem de Mphanda Nkuwa deverá obedecer a todos os critérios que forem recomendamos com vista à minimização dos impactos negativos ao ambiente.

O Ministro da Energia, Salvador Namburete, disse há dias em Maputo não haver nada a esconder e que Moçambique possui uma legislação ambiental muito rigorosa, pelo que o Governo está apostado em obedecer às melhores práticas internacionais nesta área.

“Agora, quanto à questão dos sismos, penso que este é um fenómeno que ocorre em várias partes do mundo e o que acontece é que as pessoas desenvolvem infra-estruturas capacitadas para aguentar com os abalos. Ademais, penso que é isso que os investidores precisam de fazer e não abandonar a área”, sustentou Namburete.

A fonte falou ainda dos ganhos que a barragem irá trazer para as comunidades, considerando que Mphanda Nkuwa deverá desempenhar um papel importante no controlo e regulação do caudal do rio Zambeze, particularmente a jusante da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, minimizando os efeitos negativos das cheias que têm assolado ciclicamente aquela região do vale do Zambeze.

Indicou igualmente que Moçambique está a precisar de energia, facto que já está a interferir no próprio desenvolvimento do país. Indicou que há uns anos, antes da crise, a MOZAL queria avançar para a fase III, projecto que não acabou acontecendo devido à falta dos 650mW que eram necessários.

Sublinhou que muitos outros projectos foram propostos no país, mas não estão a ser implementados porque não há energia. É desta forma que o governante diz entender que a prioridade de Mphanda Nkuwa deve ser o abastecimento interno de energia.

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