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Agora é só arregaçar as mangas

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NO quarto dia de 2011, o “Notícias” saiu à rua para ouvir dos cidadãos as suas expectativas no presente ano, como indivíduos e como participantes na edificação da sociedade moçambicana. A tónica da retórica é a dedicação ao trabalho com vista a concretizarem os seus sonhos e consequentemente proporcionar uma vida razoável às suas famílias, para além de contribuírem para o desenvolvimento de um Moçambique melhor. Almejam também que o Governo venha a oferecer melhores serviços de Segurança, Educação e Saúde. Orlando Licussa, 31 anos, bancário, disse que tudo vai fazer para crescer profissionalmente e proporcionar melhores condições de vida à sua família. Espera que o Governo invista mais para combater a criminalidade no país que caracteriza as capitais provinciais e facilitar o acesso ao ensino superior. “O desenvolvimento de Moçambique passa necessariamente pelo trabalho de cada um dos cidadãos, mas o Governo deve melhorar alguns sectores, tais como a Saúde”, disse, acrescentado que “se precisa igualmente de se expandir a rede eléctrica nas zonas rurais para o rápido desenvolvimento”.

Arlindo Xavier, 29 anos de idade, polidor de carros, disse esperar concluir a sua casa e dar as mínimas condições à sua família. Ele espera que 2011 traga mais postos de emprego para os jovens e melhor atendimento nos hospitais.

“Há muitos jovens desempregados no nosso país. Nós os moçambicanos temos que encontrar soluções para este problema. Eu devo dizer que este ano vou concretizar um dos meus sonhos que é ver concluída a minha casa”, disse, apontando que este ano os jovens precisam de mais oportunidades de acesso à educação para que tenham ferramentas para o empreendedorismo.

Mezbin Ussene, 24 anos, contabilista, sonha ter melhor emprego e contrair matrimónio durante o ano que acaba de começar, mas diz esperar de quem de direito a redução do elevado índice de criminalidade que se verifica no país.

“Há muita criminalidade aqui no nosso país e quando a Polícia investiga um caso é bastante morosa e isso não pode ser. Há muitos bandidos que cometem crimes em colaboração com alguns agentes infiltrados na Polícia e isso deve ser banido”, disse, acrescentado que “queremos que haja mais oportunidades para que as pessoas ingressem à escola para facilitar o rápido desenvolvimento que se almeja”.

Para Túlia Chalí, 43 anos, secretária, os moçambicanos têm de trabalhar para o desenvolvimento do país. “Deve-se criar condições na área da Educação com vista a formar mais professores que possam trabalhar nos distritos, onde a falta de quadros é ainda gritante”.

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