A PARTIR DESTE ANO EM SOFALA: Controlo das queimadas passa a integrar currículo



Escrito por jornal noticias
Terça, 04 Janeiro 2011 06:55

AS medidas de controlo da prática tradicional de queimadas descontroladas, que anualmente devasta extensas áreas agrícolas e florestais, vai integrar o currículo escolar a partir do próximo ano lectivo ao nível da província de Sofala, como forma de contribuir na educação das crianças para o futuro da sociedade.
O facto, decidido pelo Governo local durante a sua última sessão deste ano, deve-se à multiplicação dos estragos provocados pelo mesmo fenómeno que resultou, nos anos passados, na morte de pelo menos 21 pessoas, destruição de mais de 340 mil hectares de diferentes culturas alimentares, casas, celeiros, animais, entre outros danos.
Basicamente, segundo o substituto legal do governador de Sofala, Carvalho Muária, pretende-se que os professores dediquem entre cinco e dez minutos para a abordagem de temas relacionados com as queimadas descontroladas que nas comunidades rurais são usadas sob pretexto de limpeza de áreas de cultivo e para a prática de caça.
Aliás, a avaliar pela gravidade do assunto, o governante chegou mesmo a transformar as queimadas descontroladas como seu “cavalo de Batalha”, tendo na digressão que efectuou por todos distritos daquela província abordado o assunto de forma insistente nos encontros que promoveu com os funcionários e agentes do Estado.
As queimadas são mais acentuadas no distrito de Gorongosa, comparativamente aos restantes pontos da província de Sofala. Com vista a mitigar a situação, no dizer da nossa fonte, é necessário introduzir-se nas escolas a problemática do controlo das queimadas.
“Assim, decidimos que a Direcção Provincial da Educação, juntamente com os sectores de Coordenação para Acção Ambiental e Agricultura, devem, na preparação do ano lectivo 2011, capacitar alguns professores, sobretudo na zona tampão do Parque Nacional da Gorongosa, para que no início da aula falem especialmente dos malefícios do fogo descontrolado. Para nós a situação é muito preocupante e vamos continuar com a educação cívica nas comunidades, mas sabemos que a maior educação deve ser nas escolas”, concluiu o governante.
Nos últimos tempos, lembre-se, 70 porcento da superfície total do Parque Nacional da Gorongosa, fixado em 3.770 quilómetros quadrados, passou mais de três semanas a arder, destruindo parte significativa do seu ecossistema.
Para amainar a situação, a direcção daquela estância turística tem vindo a levar a cabo acções de massificação da silvicultura e sensibilização comunitária sobretudo na zona tampão que conta com mais de dez mil habitantes. Fazem parte de limites daquela área de conservação os distritos de Gorongosa, Nhamatanda, Marínguè, Cheringoma e Muanza.
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