Escrito por jornal noticias Segunda, 03 Janeiro 2011 07:29
A EXPECTACTIVA de um 2011 melhor e a ansiedade numa nova década que começa marcaram a transição de 2010 para o presente ano. Por iss, a tranquilidade e calma acabaram sendo a nota dominante em todo o país.
O sossego teve a ver, em parte, com o desempenho da polícia e uma grande colaboração por parte da população que soube se fazer à festa, na rua ou em casa, nas praias ou discotecas isto depois de uma angustiante procura do pouco para juntar à mesa da transição.
Acabou sendo uma transição também condicionada pela escalada dos preços dos produtos de primeira necessidade, acontecida nas vésperas, de modo que a maioria das famílias reuniu-se em festa, saudando o ano que começa, mas a pensar nas contenções de gastos, lembrados das dificuldades que enfrentaram em 2010.
Foi a avaliar pela postura dos cidadãos uma noite relativamente calma, e como tem sido hábito, com muita música e dança no domicílio, nas ruas e também em discotecas.
Os transportes públicos, na cidade de Maputo, interromperam as carreiras às 21 como o prometido e os semi-colectivos de passageiros continuaram a circular até à véspera da transição e muitos outros depois da hora porque não houve excessos que normalmente marcam a transição como garrafas partidas na estrada e queima de pneus. A presença da polícia inibiu a ocorrência de actos de vandalismo.
Nalguns bairros suburbanos, onde tradicionalmente se organizam festejos em grupo na via pública a noite não passou em claro, mas a ameaça de chuva e a acumulação de águas pluviais caídas na véspera acabaram condicionando a euforia que caracteriza a transição em grupo.
As tendas esticadas nos domicílios ou mesmo na via pública acabaram sendo de grande valia para acomodar os convivas face a ocorrência de chuviscos caídos pouco depois da uma hora.
Mau grado o incêndio ocorrido num posto de transformação que acabou colocando o Maxaquene “C”, regra geral palco de festas de rua, às escuras e forçando os moradores a refugiarem-se noutros bairros e a recorrerem a outras alternativas.
Uma particularidade notória nestas festividades, foi a simbiose que se viveu no convívio aberto, envolvendo cidadãos moçambicanos e turistas principalmente oriundos da África do Sul que escolheram a marginal para a transição. Aqui, potentes altifalantes colocados em várias viaturas particulares, emitiam decibéis de música (cada um a seu gosto) a que se entregaram dançando com sofreguidão os convivas que ali se juntaram.
A transição calma acabou reflectindo-se no Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo cujo pessoal médico se congratulou por não ter recebido casos graves de acidentados quer de viação ou mesmo resultantes do uso de objectos pirotécnicos. Apesar do alerta dado pelas autoridades, dando conta que os pirotécnicos deveriam ser deflagrados na véspera da passagem do ano, o uso destes acabou sendo desregrado.
O período de transição, por coincidir com um fim-de-semana, acabou sendo uma jornada longa e cansativa. Por isso mesmo, centenas de pessoas viraram ontem as suas atenções para convívios nas praias à busca de vigor para a semana laboral que hoje inicia.
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