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População de Cheringoma disputa água com animais

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A acentuada crise de água para consumo que se vive no distrito de Cheringoma obriga a que as populações e animais se envolvam numa luta desenfreada para a obtenção deste precioso líquido nos charcos criados nesta estação chuvosa. Com efeito, 58 porcento da superfície total daquela região da província de Sofala é constituída por uma diversidade faunística e florestal, ostentando assim algumas coutadas para a prática de turismo cinegético perante a abundância de espécies como elefantes, búfalos, hipopótamos, impalas, inhalas, cudos, pivas, gondongas, fococeiros, cabritos do mato, crocodilos, macacos, entre outros. A situação torna-se mais grave sobretudo no seio de 17 mil pessoas completamente desprovidas de agua, segundo revelações do respectivo administrador,  Fernando Razão, o qual acrescentou haver soluções à vista a partir do próximo ano com a projectada abertura de 22 fontanários públicos na região.

Mesmo com os planos previstos, o Governo entende que a solução do problema de água em Cheringoma vai ser de forma alternativa, podendo-se ajuntar ainda a abertura de três represas, além das cinco em funcionamento.

Para a resolução completa desta problemática que data há décadas, um projecto de consultoria nesta matéria vai ser lançado no próximo ano, baseando-se na captação de uma fonte no regulado de Nhamatope, na localidade de Mazamba, que outrora abastecia a vila de Inhaminga.

Dos 36 mil habitantes do distrito de Cheringoma, pelo menos 19 mil pessoas bebem água potável captada em 16 fontes dispersas cuja taxa de cobertura se situa em 53 por cento.

O posto administrativo de Inhamitanga enfrenta uma situação extremamente crítica  chegando ao ponto de algumas comunidades migrarem ao longo dos rios Zânguè, Nhamatope e Púnguè, uma situação que chegou mesmo a provocar o abandono de crianças da escola.

O problema de fundo, segundo o administrador Razão, é que Inhamitanga apenas contava com uma represa que, entretanto, secou  por ter sobrevivido a base da água da chuva.

“Sem água não há vida, por isso, neste momento é muito difícil resolver os problemas de migração, porque as pessoas procuram melhores condições para a sua sobrevivência”-acentuou o administrador daquele distrito, reafirmando que os habitantes de Inhamitanga apenas contam com água das chuvas.

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