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Falta de pedra compromete obras

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A chuva que se faz sentir na região sul do país está a condicionar o funcionamento das pedreiras localizadas na província do Maputo causando, por conseguinte, a falta desta matéria-prima para os mais variados projectos de construção nesta parcela do país. Tudo porque, devido à chuva, as máquinas daquelas indústrias trabalham com limitações e, por outro lado, as vias tornaram-se de difícil acesso para a maioria dos camiões que transportam a pedra. A agravar a situação, as cidades de Maputo e Matola têm utilizado muita pedra nos últimos meses, o que chega a ultrapassar a capacidade de oferta.

A escassez é mais notória na pedra conhecida por “três quarto”, por ser a que mais se utiliza para as vigas, pilares e betão do chão da maioria das obras de construção civil.

Os pacatos cidadãos são os mais lesados, na medida em que não podem firmar contratos com as pedreiras e nem podem se dirigir, pessoalmente, àquelas indústrias de modo a adquirir a matéria-prima.

Diogo Ubisse, um dos camionistas que se posiciona na Praça da Juventude, bairro de Magoanine, cidade do Maputo, contou à nossa Reportagem que o problema se arrasta há mais de um mês. “Penso que há avarias das máquinas nas pedreiras. Como pode ver, nenhum camionista tem pedra aqui. Como negociante sinto-me prejudicado porque estou a perder dinheiro. Os clientes solicitam, mas não posso satisfazê-los”, disse.

No bairro do Jardim dialogámos com Ricardo Manhiça, que se dedica ao mesmo negócio. Na ocasião ele tinha a pedra “três quarto” no seu camião. A mesma estava amontoada na sua residência há muito tempo.

Explicando o problema, um dos gestores da Sulbrita, principal pedreira da região, afirmou que com a chuva a pedra ficou húmida, o que dificulta o funcionamento das máquinas.

É um senão que acontece numa altura em que há muita procura da pedra “três quarto” para as construções. Diariamente a Sulbrita produz cerca de 1500 toneladas de pedra de vária natureza.

Castro José Elias, director provincial de Recursos Minerais e Energia da província do Maputo, revelou que as cerca de uma dezena de pedreiras estão a funcionar em pleno. O único entrave é inerente aos problemas nas rodovias devido às intempéries, num período em que a região sul do país necessita de muito daquela matéria-prima para as obras.

Por exemplo, afirmou que Gaza só tem uma pedreira no distrito de Massingir pertença da Ara-Sul e reservada às necessidades do Estado. Enquanto isso, em Inhambane não existe nenhuma indústria deste ramo. Assim sendo, só as pedreiras do Maputo podem garantir este recurso.

“É preciso considerar que mesmo em tempo considerado bom para o funcionamento das pedreiras a procura tem suplantado a oferta nos últimos tempos. Por isso, ainda temos problemas, apesar de recentemente terem entrado em funcionamento duas unidades fabris no distrito de Namaacha”, precisou.

Entretanto, espera-se que a situação melhore nos próximos dias, o que está dependente da interrupção da chuva, já que neste período do ano tal é normal.

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