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Distribuição de cimento com alguma estabilidade

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A distribuição e o preço do cimento de construção civil tende a conhecer alguma estabilidade nos diversos mercados das cidades de Maputo e Matola, depois de alguns meses de escassez e alta desregrada do preço do produto ao consumidor. No primeiro semestre deste ano, o saco de cimento chegou a custar ao consumidor 350 meticais, mas actualmente a unidade é comercializada a um preço médio de 325 meticais.

Ao que apurámos, as unidades fabris da Cimentos de Moçambique (Grupo Cimpor), localizadas na Matola (Maputo), Dondo (Sofala) e Nacala (Nampula), bem assim a da empresa Sunera Cimentos, no distrito de Boane, província do Maputo, estão a operar em pleno.

De igual modo, a importação do produto tem sido feita com alguma normalidade, o que reforça a oferta e, por conseguinte, a satisfação das necessidades para as diversas edificações em curso nas cidades de Maputo e Matola.

Numa ronda efectuada sexta-feira pela nossa Reportagem foi possível apurar que os preços mais acessíveis são praticados, regra geral, nos centros das duas cidades (Maputo e Matola), enquanto que na periferia a tendência é de encarecer o cimento.

Elton Macuácua é um dos revendedores de cimento. Ele se dedica à actividade na zona de Mavalane, defronte à Escola Primária Completa das FPLM. “Nos últimos tempos não temos sofrido muito para termos o cimento. A situação é razoável”, diz ele.

Porém, afirmou que as filas continuam na fábrica, havendo dias em que camiões saem sem conseguir adquirir o produto.

Jorge Simango, revendedor de cimento na Praça dos Combatentes, lamentou o facto de a empresa Cimentos de Moçambique não conseguir satisfazer as necessidades de todos os utentes daquele produto, o que tem provocado longas filas em várias zonas da cidade de Maputo.

Consequentemente, o seu negócio é imprevisível havendo casos em que entra em conflito com os clientes, tudo porque aguardam pelo cimento e este nunca chega.

“Há dias em que não conseguimos comprar cimento. Alguns clientes julgam que nós estamos a esconder o produto, de modo a tirar vantagens obscuras. Isso não é verdade”, garante Simango.
Abordado pela nossa Reportagem, o presidente da Comissão Executiva da Cimentos de Moçambique, Steffen Kasa assegurou que a fábrica da Matola está a funcionar em pleno e dentro das previsões. Conforme explicou, tudo está a ser feito para que esta realidade se mantenha nos próximos tempos.

A fábrica de cimento da Matola tem uma capacidade instalada de aproximadamente 500 mil toneladas por ano, havendo projecções de duplicação a partir de Maio de 2011.

Estão igualmente em fase de aumento de produção as fábricas de cimento de Dondo e de Nacala, actualmente com capacidade para 240 e 120 toneladas e que alimentam os mercados do centro e norte de Moçambique.

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