Actualizado em Sábado, 11 Setembro 2010 11:39 Escrito por AIM/RM Quarta, 01 Setembro 2010 19:55
Quatro mortos, 27 feridos, entre os quais dois agentes da Polícia da Republica de Moçambique (PRM) e 142 cidadãos detidos é o balanço preliminar da onda de protestos ocorridos ao longo de dia de hoje na cidade de Maputo e da Matola. Estes são os dados que foram apresentados no fim da tarde de hoje pelo o porta-voz da PRM, Pedro Cossa, falando em conferência de imprensa, em Maputo.
Na ocasião, Cossa fez questão de frisar que estes são dados preliminares e que poderão sofrer alteração ao longo desta noite e do dia de quinta-feira. De facto, a AIM apurou de fontes credíveis a ocorrência de pelo menos 10 mortos e de várias dezenas de feridos. Outros danos causados durante os distúrbios incluem três autocarros da empresa de Transportes Públicos de Maputo (TPM) que foram parcialmente queimados, 32 estabelecimentos comerciais vandalizados, mais de cinco viaturas queimadas ou vandalizadas, um posto de abastecimento de combustível queimado, quatro postes de energia derrubados ao longo da Estrada Nacional número quatro (EN4), que liga a cidade de Maputo a cidade sul africana de Witbank, saque de três vagões carregados de milho na zona da Matola-Gare, na província de Maputo. Pedro Cossa, que disse lamentar a mortes registadas durante os distúrbios fez saber que as mesmas ocorreram em circunstância ainda por esclarecer. Ele fez questão de referir que os agentes da manutenção da lei e ordem viram-se forçadas a usar em alguns casos o uso de gás lacrimogéneo e balas de borracha para conter os ânimos. “A polícia vai continuar a patrulhar todas as ruas da cidade capital, as ruas da cidade da Matola. Na verdade, a polícia também esta a patrulhar tudo o que e’ território da Republica de Moçambique”, asseverou Pedro Cossa. A semelhança do dia anterior, Cossa explicou que esta foi uma manifestação não autorizada, pelo facto de não ter sido requerida em nenhum município. Questionado sobre as condições de segurança para a quinta-feira, Cossa limitou-se a dizer que a PRM vai continuar a trabalhar “Se as pessoas se comportarem como se comportaram hoje e’ evidente que a polícia não vai permanecer nas esquadras. A polícia irá para a rua para estabelecer a ordem e segurança pública”, rematou. (AIM/RM)
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