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Pescas incrementam uso de barcos a motor no país

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O MINISTÉRIO das Pescas pretende massificar no país, o uso de embarcações a motores para a prática pesqueira a nível dos pequenos operadores, com vista ao aumento de sua  produção, para uma cabal resposta as necessidades dos industriais do ramo de  processamento de pescado, que neste momento demandam a costa moçambicana numa incessante procura de matéria-prima para laboração. O vice-Ministro das Pescas, Gabriel Muthisse, que há dias trabalhou na província de Nampula para avaliar a materialização do Plano Económico e Social (PES) do sector que dirige, explica que “felizmente, encontramos em Nampula, uma consciência dos pescadores, de que é preciso avançar para o processo de motorização da pesca”.

Para aquele governante, os constrangimentos encontrados em Nampula, mas que servem de amostra sobre aquilo que pode estar a acontecer um pouco por todo país, na área das pescas, relacionam-se com os altos custos dos motores para as embarcações de pescas, cujo valor chega a atingir os 150 mil meticais, e a “resistência”  dos operadores de assumirem que o risco, também faz parte do negócio.

“Constatamos que, de facto, os motores dos barcos estão caros para aquilo que é a capacidade financeira de muitos”, referiu Muthisse, tendo avançado que como saída o seu sector irá brevemente desenvolver uma pesquisa de fontes alternativas de fornecimento de motores.

Índia, Brasil, Vietname e China são alguns dos países apontados como sendo aqueles que estão em condições de fornecer motores a preços que podem ser módicos e que, acima de tudo, se possam adequar à realidade moçambicana.

Acredita-se que nesta altura, o país estará em condições de ultrapassar a receita de 70 milhões de dólares/ano para o dobro no sector Pesqueiro, o que quer dizer que em termos quantitativos, passar-se-á dos actuais 150 mil toneladas/ano, para cerca de 300 mil toneladas.


GOVERNO DESCENTRALIZA FUNDOS PARA AQUACULTURA

O Governo, através do Ministério das Pescas, vai a partir do próximo ano descentralizar para o nível provincial os fundos que lhes são alocados para a promoção da aquacultura no país.

O vice-Ministro das Pescas, Gabriel Muthisse, disse ao “Notícias” em Nampula, que com a decisão pretende-se acelerar o processo de promoção e massificação da aquacultura e piscicultura, o que não será possível se tudo continuar a ser decidido a nível central.

“Aquacultura deve deixar de ser pensada, planificada, executada centralmente, porém numa primeira fase será ao nível das provinciais e queremos que a médio prazo possamos chegar nos distritos”, sublinhou convicto a nossa fonte.

A massificação da aquacultura e piscicultura, duas actividades consideradas alternativas de produção piscatória para o consumo interno, face ao provável aumento da demanda da procura de pescado no futuro, particularmente das indústrias de processamento de Nacala-Porto, Angoche e Ilha de Moçambique, na província de Nampula.

Com capacidade instalada de render cerca de um milhão de dólares/mês, as unidades representarão no futuro, um ganho na ordem de 36 milhões de dólares/ano.

Como componente de transferência de tecnologia, será montada no distrito de Chókwè, em Gaza, uma unidade de demonstração das técnicas para a prática de aquacultura e piscicultura, mais concretamente no que toca à produção de alvinos, formas de higiene dos tanques, medidas de segurança, entre outras.

“A aquacultura pode ser uma fonte de renda não só para as comunidades, como também para o país”, referiu Muthisse.

Para o caso específico de Nampula, onde Muthisse esteve recentemente, existem condições hídricas para a prática de aquacultura e piscicultura, exceptuando o distrito de Mogincual.

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