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INHAMBANE - Sofrimento à beira do fim no troço da EN1 Massinga/Nhachengue

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Utentes da Estrada Nacional Nº 1, nomeadamente automobilistas e viajantes, vão respirar de alívio quando em Dezembro próximo estarem concluídas as obras de reabilitação do troço Massinga/Nhachengue numa distância de cerca de 67 quilómetros. A execução das obras deste troço da EN1 está integrada no 3º Programa de Estradas da Administração Nacional de Estradas, que inclui igualmente a restauração dos troços Jardim/Cruzamento de Malhazine, na cidade de Maputo, e Xai-Xai/Chissibuca nas províncias de Gaza e Inhambane, ambos na zona sul do país. Iniciados em Abril de 2009, com um prazo de execução de dois anos, os trabalhos de reabilitação daquela obra foram adjudicadas a Mota/Engil, uma empresa  de construção civil portuguesa, que prevê entregar o empreendimento em Dezembro próximo, quatro meses antes do período previsto. Neste momento, decorrem pequenos trabalhos de acabamento, nomeadamente  a conclusão de construção de valetas revestidas para a drenagem das águas fluviais e a sinalização rodoviária horizontal e vertical, para além de  reabilitação das câmaras de empréstimos de solos.

Residentes de Unguana, Nhachengue e Hanhane, localidades do distrito de Massinga, atravessadas pela EN1, dizem que o novo asfalto, que comporta  9,8 metros de comprimento com duas faixas de rodagem além das duas bermas, não passa de um sonho, pois o estado da degradação que o troço chegou a atingir, não passava de cabeça de alguém que um dia se pudesse transitar sem problemas.

“Com o novo asfalto já foi reduzido o tempo para fazer este troço, antes precisávamos de cerca de duas horas de tempo e agora percorremos a mesma distância em pouco mais de 30 minutos e assim  ganha-se tempo para cumprir outras actividades”, disse Filimone Zunguze, um transportador semi-colectivo de passageiros, que explora a rota Massinga/Mucuácua.

Zunguze acrescentou ser importante que seja adoptada uma estratégia de manutenção permanente da estrada  para evitar que se degrade rapidamente, com o envolvimento das comunidades locais.

Por seu turno, Naftal Massingue, residente de Unguana, disse que o fim da reabilitação do troço em referência constitui um importante passo para os operadores de transportes semicolectivos daquela região, como também de outros utilizadores.

“Massinga e Nhachengue já estão unidos, os nossos passageiros não chegam sujos ao destino por causa da poeira. Andámos rápidos e os acidentes de viação, bem como o desgaste de viaturas por causa de covas já não se registar. Acabou o sofrimento, agora vamos andar lindamente”, disse aquele transportador para  quem Massinga e Vilankulo, dois distritos vizinhos, já estão cada vez mais próximos com a reparação daquele troço.

O distrito da Massinga é o mais populoso da província de Inhambane com mais de 200 mil  habitantes, zona com muitas viaturas a circularem na sua maioria nas regiões onde a estrada se apresentava bastante degradada, por sinal donde é escoada a maior parte dos excedentes agrícolas para os mercados de Massinga e Vilankulo.

A reabilitação da estrada foi financiada pelos Governos moçambicano e português  num valor estimado em mais de um milhão de meticais. As obras realizadas no troço Massinga/Nhachengue consistiram na construção da base e sub-base da estrada com espessura de 150 milímetros ambos com solo estabilizado, cimento, revestimento duplo em asfalto, bem como a reabilitação da ponte sobre o Rio das Pedras.

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