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Para Moçambique e outros membros da CPLP

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A III Conferência do Fórum Macau, que vinha decorrendo desde sábado último e que contou com  a participação do Primeiro-Ministro, Aires Ali, terminou ontem com a China atribuindo directamente a Moçambique dois financiamentos totalizando pouco mais de 65,5 milhões de dólares,  devendo gastar 64 milhões na conclusão da segunda fase da reabilitação e modernização do Aeroporto Internacional de Maputo, e os restantes 1,5 milhão na construção de uma escola. O Primeiro-Ministro Aires Ali explicou, num breve briefing que deu a jornalistas moçambicanos que cobriram esta sua participação neste evento, horas após a aprovação de um novo plano de acção que deverá servir de guião para a cooperação económica e comercial para os próximos três anos entre a China e os países de língua portuguesa membros deste fórum criado em 2003, que além deste crédito muito bonificado de  65,5 milhões de dólares, a China criou um fundo especial de um bilião de dólares, em que Moçambique passa a ser elegível, juntamente com outros países que fazem parte deste grupo. Este crédito começará a ser pago daqui a três anos com um juro de três porcento.

Além deste fundo, que tanto quanto está plasmado no plano de acção cuja cópia integral foi ontem distribuída à Imprensa, se destina a financiar projectos de agricultura junto dos países que ainda se debatem com insuficiência alimentar, como é o caso de Moçambique. O Primeiro-Ministro Aires Ali confirmou que a China abriu também uma linha de crédito de pouco mais de 2,8 biliões a favor dos seus co-membros de língua portuguesa, para que possam financiar a construção de  infra-estruturas que permitam a aceleração do seu desenvolvimento socioeconómico.

Revelou também que entre o rol de apoios que a China irá canalizar tanto directamente como através desses fundos que passam a estar disponíveis a todos os países da CPLP que são membros do Fórum Macau, destaca-se o apoio ao desenvolvimento dos recursos humanos, o que, segundo vincou, se traduzirá na concessão de bolsas de estudo para que mais jovens moçambicanos se formem nas instituições de ensino deste país. Ele revelou que a China colocou à disposição da CPLP, um total de 1500 estudantes em cada ano, e que só para aqui em Macau, virão no próximo ano seis bolseiros moçambicanos.


CONFERÊNCIA ULTRAPASSA EXPECTATIVAS

Durante as declarações que prestou em jeito de balanço do que foi este evento, Aires Ali disse que o que nele se conseguiu ultrapassou, de longe, as expectativas que trazia, porque adoptou-se um plano de acção tão consensual que está mais certo que será implementado totalmente,  incluindo o cometimento de incrementarem as suas trocas comerciais, para se atingir a cifra de 100 biliões de dólares nos próximos três anos, contra os 77 biliões que se conseguiram no último triénio, o que correspondeu a mais 27 biliões em relação ao que estava inicialmente previsto.

Ele vincou que com  base no que se conseguiu no último plano, acredita mais agora que se irá conseguir também o que está previsto neste que foi aprovado e assinado pelos ministros dos países-membros, incluindo pelo titular moçambicano do Comércio e Indústria, Armando Inroga, para quem também “esta III conferência foi um êxito total”.

O plano de acção contém um preâmbulo em que se explicam as razões da sua adopção e 16 pontos, em que se revelam as áreas em que os membros deste fórum irão cooperar, nomeadamente nos domínios intergovernamental, do comércio, de investimentos e cooperação empresarial, da agricultura, da construção de infra-estruturas, de recursos naturais, dos recursos humanos, do turismo, dos transportes e comunicações, das finanças, do desenvolvimento, e finalmente da cultura, rádio, cinema, televisão e desportos.

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