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Pode custar menos pulverizar cajueiros

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Um trabalho de investigação está em curso para baixar os custos de pulverização de cajueiros do actual cerca de um dólar, por cada árvore, para 60 cêntimos. Na mesma perspectiva, está a busca de recursos financeiros para garantir uma maior cobertura de cajueiros e, por via disso, aumentar o rendimento global da produção. Em média, um cajueiro livre de pragas e doenças pode render até 10 quilogramas de castanha, produção que baixa para três quilogramas quando severamente atacada por pragas.

Entretanto, dos cerca de 40 milhões de cajueiros existentes, e em idade produtiva, o nosso país pulveriza apenas cinco milhões de árvores, disse ontem, em Maputo, Raimundo Matule, Director-Adjunto do Instituto de Fomento do Caju que falava no início do V Fórum Nacional do Caju, na cidade do Maputo.

Explicou que técnicos especializados estão a mobilizar recursos financeiros para que se contrate mais pessoal de pulverização e se expanda o programa de combate de doenças e pragas a um nível adicional de cobertura de pelo menos 20 porcento.

Com este esforço, Moçambique poderá, a curto prazo, encaixar em exportações globais de castanha e amêndoa um valor aproximado de 80 milhões de dólares e, a médio prazo, chegar aos 100 milhões de dólares.

Neste momento funcionam em pleno 16 fábricas de processamento de castanha de caju, havendo quatro paralisadas. Quanto a estas últimas, o Governo está em conversações com os proprietários de modo a apurar o tipo de apoio que se pode conceder.

Raimundo Matule afirmou que a prioridade da produção vai para o processamento doméstico devido às suas vantagens. Todavia, há que condicionar a exportação da castanha em bruto priorizando o abastecimento das fábricas internas. Significa isto que só depois de abastecida a indústria nacional se pode iniciar a exportação da castanha em bruto. De seguida fazer a monitoria dos preços da exportação já que, presentemente, a indústria local não pode absorver toda a produção.
De acordo com Matule, os pequenos produtores (provedores de serviços) debatem-se com problemas de financiamento. Assim, a estratégia consiste em estabelecer parcerias com as micro-financeiras e outras unidades de finanças rurais de modo a se obter recursos.

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