Escrito por clara Quinta, 11 Novembro 2010 08:24
Reduziu drasticamente desde os meados do segundo semestre do ano passado, em Zumbu, o contrabando de madeira preciosa e caça furtiva de elefantes e rinocerontes em resultado de um trabalho de controlo e combate cerrado que vem sendo desenvolvido pelos governos distrital local e de Âruangua, na vizinha República da Zâmbia, ao longo do território moçambicano, na faixa fronteiriça entre os dois países.
O administrador distrital de Zumbu, em Tete, Bemane de Sousa, disse ao “Notícias” que desde meados do segundo semestre do ano passado, os movimentos de traficantes ao longo da faixa fronteiriça entre Moçambique e Zâmbia diminuiu drasticamente mercê do trabalho de patrulhamento que é levado a cabo pelas forças de Guarda Fronteira de ambos os lados e no interior de distrito por fiscais comunitários enquadrados pelo programa “Tchuma Tchathu”.
“Temos um calendário de encontros entre os governos de Zumbu, do lado de Moçambique, e de Âruangua, do lado da Zâmbia, onde discutimos o nosso relacionamento, situação de defesa e segurança ao longo da faixa fronteiriça. O nosso território, constantemente, era violado por traficantes de madeira preciosa que abunda na região nortenha do distrito assim como na caça furtiva de elefantes e rinocerontes. Hoje como resultado dos encontros e do trabalho de combate e controlo que vêm sendo desenvolvidos o movimento de contrabando quase que está controlado”, disse.
Bemane disse ainda que os governos locais dos dois países estão a estudar mecanismos para o incremento de intercâmbios comerciais oficiais entre os dois povos por forma a se evitarem casos de contrabando ao longo da faixa fronteiriça.
O administrador do Zumbu revelou que a maior parte do excedente de produção agrícola da população situada nos postos administrativos de Muze e Zambue, potenciais produtores de cereais particularmente de milho, feijão e amendoim é vendido na Zâmbia devido à falta de meios financeiros dos agentes económicos do distrito e da província de Tete, em geral.
“Não consigo entender como é que o nosso milho, quase todo, vai à Zâmbia com os nossos agentes económicos a assistir o cenário. A estrada que liga a capital provincial de Tete e o posto administrativo de Muze, no Zumbu, está reparada e, por isso, transitável há mais de dois anos daí que o problema das vias de acesso é um falso alarme. Talvez estejam a braços com a questão financeira”, conforme referiu o administrador do distrito de Zumbu, Bemane de Sousa.
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