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Namaacha passa a processar fruta

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Uma fábrica de processamento de frutas para a produção de sumos, jam e diversos produtos de beleza poderá entrar em funcionamento a partir do próximo mês no distrito da Namaacha, província do Maputo. O empreendimento está orçado em 800 mil euros, financiado por uma organização não governamental italiana, denominada Grupo de Voluntário Civil. O presidente da associação agropecuária “Mpala wa Socoti”, dona do empreendimento, Ernesto Buque, disse que nos próximos dias deverá chegar todo equipamento para o funcionamento da fábrica.

Segundo Ernesto Buque, a fábrica prevê produzir cem litros de sumo por hora, sendo que o produto será comercializado maioritariamente na cidade e província do Maputo.

Como forma de garantir a disponibilidade de matéria-prima para o seu funcionamento, a associação já plantou cerca de 12 hectares de árvores de frutas.

“Numa primeira fase, para o funcionamento da fábrica vamos adquirir fruta em diversos pontos do país, mas no futuro teremos matéria-prima dentro das nossas machambas”, disse Buque.

Por seu turno, Julião Cumbane, da entidade financiadora do projecto, disse que a sua instituição vai capacitar alguns membros da associação “Mpala wa Socoti” em matéria de produção de jam e cosméticos.

“Iremos capacitar os membros da associação em matéria relacionada com o processo produtivo da fábrica”, frisou.


FALTA DE TRACTOR ATRASA PRODUÇÃO

A FALTA de tractor e de uma electrobomba para a irrigação uma das principais dificuldades que os membros da associação “Mpala wa Socoti” enfrentam no desenvolvimento das suas actividades.

Segundo Ernesto Buque para a lavoura os camponeses são obrigados a fretar um tractor, o que acaba onerando os custos. Neste momento, para garantir a irrigação das machambas, conforme Buque, a associação usa uma motobomba oferecida pelo Governo local.

A associação Pala Wassocoti tem 44 membros divididos em dois turnos.

“A nossa maior dificuldade é a falta de um tractor para lavrar a terra e um electrobomba para irrigação das machambas, que actualmente feita manualmente, tornando a produção, fraca”, lamentou, acrescentando que o tractor chega a onerar ainda mais os custos de produção tendo em conta os valores cobrados por hora.

“O trabalho não tem sido fácil, mas fazemos de tudo para garantir que a produção cresça cada dia. Há muita entrega dos membros da associação”, frisou Buque.

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