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Este ano, segundo o FMI: Crescimento económico pode superar 7 porcento

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o crescimento económico de Moçambique venha ultrapassar 7 porcento em 2010, sendo de esperar uma aceleração a médio prazo para 8 porcento. A recuperação da procura externa, o aumento de entradas de capitais privados, o forte e continuado apoio dos doadores deverão, segundo o FMI, contribuir para melhorar as contas externas de Moçambique e assegurar níveis confortáveis de reservas internacionais. Uma missão do FMI que na sexta-feira terminou uma visita que vinha efectuando ao nosso país, para efectuar a primeira avaliação do novo programa trienal “Policy Support Instrument” (PSI) (Instrumento de Apoio a Políticas) aprovado em Junho, concluiu que o desempenho económico de Moçambique permaneceu forte, apesar do ambiente externo difícil.

Johannes Mueller, chefe da missão, disse no final da visita, que com o crescimento económico numa base sólida, a missão apoia a intenção das autoridades de conter a emergência de expectativas inflacionárias através de um ajuste das suas políticas macroeconómicas. Isto deverá contribuir para repor a inflação a um só dígito no próximo ano.

“De forma a apoiar a descontinuidade do estímulo económico adoptado pelo Banco de Moçambique durante a crise global, o Governo pretende reforçar a cobrança de receitas e definir prioridades para a sua despesa, num esforço para reduzir o défice fiscal primário doméstico em 2011. A missão congratula-se com o facto de a despesa favorecer os sectores sociais prioritários e o investimento em infra-estruturas, num esforço para reforçar a base produtiva do país e proporcionar um efeito catalítico à actividade do sector privado”, disse o chefe da missão do Fundo.

Johannes Mueller, acrescentou que as reformas estruturais do programa continuarão a incidir na gestão das finanças públicas, na política e administração fiscal, na gestão da dívida e no fortalecimento do sector financeiro.

“A missão enaltece a dedicação das autoridades na elaboração de uma nova Estratégia de Redução da Pobreza ao longo dos próximos meses, em estreita consulta ao sector privado, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento. A missão considera a nova Estratégia de Redução da Pobreza como uma oportunidade bem-vinda para trabalhar no sentido de tornar mais inclusivo o impressionante crescimento económico Moçambicano, visando gerar postos de trabalho e aumentar as condições de vida das famílias”, afirmou Mueller.

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