Ainda o custo de vida: Subsídios vão custar 500 milhões



Escrito por clara
Terça, 02 Novembro 2010 07:44

A política de subsídios recentemente adoptada pelo Governo moçambicano para mitigar os efeitos do alto custo de vida vai custar até ao final do próximo mês, cerca de 500 milhões de meticais, o correspondente a 0,25 porcento do Produto Interno Bruto (BIP). O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que as medidas de emergência tomadas no início do mês de Setembro foram melhor focalizadas do que os subsídios que haviam sido adoptados nos anos passados para conter a subida dos preços de combustíveis.
Falando a jornalistas, ontem, em Maputo, no contexto da visita entre os dias 19 e 29 de Outubro últimos, de mais uma missão de avaliação do novo programa trienal denominado Instrumento de Apoio a Políticas (PSI) aprovado em Junho, pelo Conselho de Administração do FMI, Victor Duart Lledo, representante residente daquela instituição financeira internacional, disse que as medidas de emergência tiveram um impacto imediato na redução de custo de alguns produtos essenciais, como o pão, sobretudo para a população de baixa renda.
Disse que o FMI apoia a intenção das autoridades de conter a emergência de expectativas inflacionárias através de um ajuste das suas políticas macroeconómicas.
Apontou ainda que nas discussões que a sua instituição tem tido com o Governo moçambicano sobre como alinhavar as condições de melhoramento dos sistemas de protecção social, no qual se inclui a questão da vulnerabilidade social, o FMI também tem estado a levantar a possibilidade de se implementar, de forma sustentável e com ajuda financeira e técnica de diversos parceiros, experiências bem sucedidas de sistema de protecção social.
“ Existem experiências recentes algumas das quais com sucesso em África, como é o caso do Sistema de Transferências Directas na Etiópia, também o sistema das Obras Públicas na Índia e obviamente, discutimos, igualmente, o Programa Bolsa Família no Brasil”, sustentou Duart Lledo.
Referiu que no seu ponto de vista para qualquer sistema escolhido, a sustentabilidade dependerá da existência de um espaço fiscal apropriado que o Governo deve criar a médio prazo.
Comentar
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.