PR quer lideres contra a pobreza



Escrito por Jornal Noticias
Sexta, 29 Outubro 2010 09:11

Os nossos dirigentes, a todos os níveis, devem assumir-se não apenas como chefes ou gestores, mas também como líderes no entrosamento entre a luta contra a pobreza, disse o Presidente Armando Guebuza, quando ontem falava na abertura da VI Reunião Nacional dos Governos Locais, que decorre na cidade da Beira, em Sofala. O Presidente ajuntou que esta luta impele a que se procure soluções para além dos recursos que existem nas linhas orçamentais, bem como a criatividade e a busca de alternativas junto dos colaboradores e da população.
“Para esta reunião trazem experiências de sucesso como chefes e como líderes na abordagem da pobreza nas diferentes manifestações para partilharem com outros participantes. Trazem muitos saberes de como estão a vencer os desafios que vos são impostos pela descentralização e pela premente necessidade de promoverem a cidadania, a boa governação a nível local, bem como pela produção de mais alimentos e geração de mais postos de trabalho”, referiu.
O Chefe do Estado disse ainda que a diversidade de proveniência dos palestrantes também faz antever sessões ricas de troca de experiências e de partilha de boas práticas de chefia e de liderança no seio da população. Acrescentou que os participantes terão nesse encontro oportunidade de confrontar os conhecimentos teóricos e as lições práticas do quotidiano para a mobilização e o enquadramento do povo para vencer, tanto no campo como nas vilas e cidades, a pobreza que ainda graça o país.
Na ocasião, o Presidente saudou os governadores provinciais e administradores distritais pela forma como têm vindo a privilegiar o contacto, a auscultação, o diálogo e a prestação de contas aos cidadãos através da governação aberta e inclusiva. Estes mecanismos, segundo Guebuza, integram os valores que dão substância à nossa cultura política, através da qual o povo identifica e apropria-se da agenda da governação.
“Queremos felicitar-vos ainda por estarem a encorajar modelos de organização social, tais como associações, cooperativas e conselhos consultivos. Estas e outras formas de organização permitem a conjugação de sinergias e partilha com o nosso heróico povo de visões, realizações e desafios locais e de toda a nação moçambicana”, sublinhou.
Referiu-se ainda ao papel do sector privado no complemento ao empenho do cidadão e do Governo, tendo afirmado que é bastante valioso nesta luta contra a pobreza e pela melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.
Na mesma linha de pensamento, o Presidente disse que através dos investimentos na produção agro-pecuária e florestal, em obras públicas e na exploração de recursos minerais, o sector empresarial gera mais postos de trabalho e renda e promove o segmento de outros empreendimentos que empregam mais cidadãos.
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