Escrito por JA Quarta, 13 Outubro 2010 16:20
Apesar de se assumir como um dos sectores estratégicos para a economia moçambicana, o sector do chá continua a atravessar uma fase bastante crítica, caracterizada por uma fraca mobilização de investimentos públicos e privados, envelhecimento das plantas e, consequentemente, uma baixa produtividade, disse na sexta-feira a agrónoma Líria Nhaquila, em Maputo.
Basta referir que, na província da Zambézia, a maior produtora desta cultura, dos mais de 30 mil hectares ocupados pelas chazeiras, apenas 10 mil hectares é que estão a ser explorados para um sector que pode gerar altos valores monetários. É que, a par de outras culturas, o chá exige, para o seu cultivo, muita mão-de-obra, com reflexos na melhoria do nível de vida da população. Aliás, apenas nos cerca de 10 mil hectares actualmente aproveitados estão empregues cerca de cinco mil pessoas. São estes e outros pressupostos que, segundo Líria Nhaquila, quadro do Centro de Promoção da Agricultura (CEPAGRI), fazem acreditar que com um aumento considerável das áreas, o sector chazeiro pode empregar à vontade mais de 15 mil pessoas na Zambézia.
Nhaquila reconhece que o grande problema se situa ao nível da própria agricultura, na qual não há investimentos a nível da produção, o que faz com que a maior parte das terras disponíveis para o sector chazeiro não esteja a ser explorada.
Por outro lado, segundo aquela agrónoma, mesmo as áreas que estão a ser exploradas têm rendimentos muito baixos comparativamente a outros países, como são o Malawi, Tanzânia e Quénia, entre outros. É que, segundo Líria Nhaquila, “o investimento deve ser feito por parte do investidor e o governo tem de desempenhar o seu papel na promoção e no desenvolvimento de todas as actividades de áreas que são da sua responsabilidade”.
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