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Metas do açúcar estão tremidas

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A produção nacional de açúcar poderá não atingir as metas inicialmente planificadas, pelo segundo ano consecutivo. A queda irregular das chuvas e as cheias que afectaram no início da época o canavial, sobretudo na região sul, particularmente na Açucareira da Maragra, são apontadas como sendo parte das causas para o insucesso do sector. Para este ano, as quatro fábricas existentes no país previam uma produção global de 385 mil toneladas, no entanto, apesar de ainda faltarem alguns meses para o encerramento da campanha, já se acredita que esta meta não será alcançada.

Líria Nhaquila, responsável pelo sector do Açúcar no Centro de Promoção da Agricultura (CEPAGRI), disse ontem, em Maputo, ser ainda prematuro avançar com alguma precisão em relação às quantidades que poderão ser alcançadas. Contudo, anunciou estar previsto para breve  um encontro de avaliação, no qual se vai aferir a situação real da produção.

“Pelas informações que temos, a campanha decorre normalmente, as empresas estão a processar a cana dentro do plano, obviamente, houve no início alguns constrangimentos de ordem climatérica que alteraram os programas pré-estabelecidos”, admitiu a fonte.

Na mesma ocasião, Líria Nhaquila também pronunciou-se à volta das medidas recentemente tomadas pelo Governo ao decidir pela retirada da sobretaxa de importação do açúcar. “Como já foi explicado, esta é uma medida temporária que visa responder a uma situação concreta e pensamos, por isso, que ela não terá um grande efeito na indústria nacional”.

Acrescentou que a retirada da sobretaxa vai ser monitorada, pelo que até ao final do ano o Governo estará em condições de dizer se a medida deve ou não prosseguir.

Ela manifestou-se optimista quanto ao impacto desta medida, considerado que pode não criar grandes desequilíbrios à indústria, uma vez que tal como acontece noutros países do mundo, existe um défice na produção do açúcar, o que faz com que os preços sejam altos.

No caso específico de Moçambique, a fonte reconheceu que este seja o segundo ano consecutivo em que  devido a factores climatéricos o país não consegue cumprir com os planos inicialmente desenhados.

No ano passado das cerca de 200 mil toneladas de açúcar que estavam previstas para serem exportadas apenas se colocou no mercado internacional 122 mil toneladas, ou seja, menos 78 mil toneladas em relação à meta.

Nos últimos anos o sector do Açúcar em Moçambique tem vindo a beneficiar de fortes investimentos visando, por um lado, a expansão da capacidade transformadora das fábricas e, por outro, para alargar as áreas de produção da cana. Foi a combinação destes esforços que levou a que os industriais  sonhassem por uma produção histórica a partir deste ano  de cerca 385 mil toneladas.

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